El total es lo que importa
Minha mãe e eu, por circunstâncias da vida, temos de viver numa espécie de cidade-dormitório. Portanto, quando queremos ir à metrópole em questão (neste caso a Crunha) temos de utilizar o carro ou o autocarro. Cousas da vida.
E foi que o outro dia, voltândomos à casa desde a Crunha, olhámos um desses cartazes luminosos que põe a DGT: EL CAMBIO CLIMÁTICO ESTÁ EN TUS MANOS. COMPARTE COCHE.
-Que cara têm estes -dixo minha mãe.
-Pois têm razão -dixem eu.
-Que cona vão ter razão! Vou eu ir de parva a partilhar o meu carro?! Que prediquem com o exemplo e depois falamos.
-Também é certo -e rim.
-É que nos tratam como se fôssemos paletos.
-E seremos, já que os mantemos no poder.
Costumo pensar em voz alta com minha mãe, e chegamos a conclusões curiosas. Uma delas é que, enquanto os ricos e poderosos de sempre utilizam o carro quando querem, dizem-nos que os partilhemos, para aforrarmos combustível. E depois temos campeonatos de carros e motocicletas a gastá-lo para nada. E também está a mensagem esta de EL TOTAL ES LO QUE IMPORTA. Essa ainda tem graça. Aforremos auga, que para deitá-la bem estão os dos campos de golfe do Levante espanhol. E, naturalmente, os ricos de turno nas suas piscinas privadas. Que restrinjam primeiro o uso de auga com esses fins. Já veremos quão rápido começam a enchir-se as presas.
O primeiro que se deveria fazer é atacar directamente toda indústria que emita um nível excessivo de gases contaminantes. Nom sei o que pensarám os expertos disto, mas a minha intuiçom diz-me que é bem complexo que uns quantos carros emitam mais gases contaminantes que um feixe de fábricas a emitir sem cessar durante horas e horas.
Também existe a possibilidade de os governos se decidirem por exigir duma vez a implantação de sistemas de energia renovável, como os carros de hidrogénio. Certo que com estes sistemas ainda não se podem percorrer distâncias excessivas, mas se os Domingos o listo de turno não pode colher o carro e ir de monte, pois que se foda. Está em jogo um planeta inteiro, nom apenas se podemos passar um bom fim-de-semana ou não.
Certo é que semelham medidas muito agressivas mas, antes de nos tomar por parvos e apelar ao sentido solidário dos pobres, que apelem ao dos ricos e se deixem de verborreia demagógica. É muito fácil mandar mensagens de “para molares, sé solidário e aforra disto e daquilo”. O complicado é fazer fronte aos que têm muito dinheiro e pensam que com isso podem comprar o mundo para eles sós. Que o fagam.
Por isso opino que para ser ecologista não se precisa de assumir carências que antes não tínhamos e não temos por quê agora, mas fazer um uso responsável das cousas que temos. Por exemplo: fechar a bilha se não a utilizamos num momento concreto, não utilizar muita auga para lavar a louça, não utilizar o carro para passeios que se podem fazer a pé, e cousas assim. Não é um esforço muito grande para praticamente todos. O problema é os ricos fazerem. Isso não vai ser tão simples de alcançar.
E foi que o outro dia, voltândomos à casa desde a Crunha, olhámos um desses cartazes luminosos que põe a DGT: EL CAMBIO CLIMÁTICO ESTÁ EN TUS MANOS. COMPARTE COCHE.
-Que cara têm estes -dixo minha mãe.
-Pois têm razão -dixem eu.
-Que cona vão ter razão! Vou eu ir de parva a partilhar o meu carro?! Que prediquem com o exemplo e depois falamos.
-Também é certo -e rim.
-É que nos tratam como se fôssemos paletos.
-E seremos, já que os mantemos no poder.
Costumo pensar em voz alta com minha mãe, e chegamos a conclusões curiosas. Uma delas é que, enquanto os ricos e poderosos de sempre utilizam o carro quando querem, dizem-nos que os partilhemos, para aforrarmos combustível. E depois temos campeonatos de carros e motocicletas a gastá-lo para nada. E também está a mensagem esta de EL TOTAL ES LO QUE IMPORTA. Essa ainda tem graça. Aforremos auga, que para deitá-la bem estão os dos campos de golfe do Levante espanhol. E, naturalmente, os ricos de turno nas suas piscinas privadas. Que restrinjam primeiro o uso de auga com esses fins. Já veremos quão rápido começam a enchir-se as presas.
O primeiro que se deveria fazer é atacar directamente toda indústria que emita um nível excessivo de gases contaminantes. Nom sei o que pensarám os expertos disto, mas a minha intuiçom diz-me que é bem complexo que uns quantos carros emitam mais gases contaminantes que um feixe de fábricas a emitir sem cessar durante horas e horas.
Também existe a possibilidade de os governos se decidirem por exigir duma vez a implantação de sistemas de energia renovável, como os carros de hidrogénio. Certo que com estes sistemas ainda não se podem percorrer distâncias excessivas, mas se os Domingos o listo de turno não pode colher o carro e ir de monte, pois que se foda. Está em jogo um planeta inteiro, nom apenas se podemos passar um bom fim-de-semana ou não.
Certo é que semelham medidas muito agressivas mas, antes de nos tomar por parvos e apelar ao sentido solidário dos pobres, que apelem ao dos ricos e se deixem de verborreia demagógica. É muito fácil mandar mensagens de “para molares, sé solidário e aforra disto e daquilo”. O complicado é fazer fronte aos que têm muito dinheiro e pensam que com isso podem comprar o mundo para eles sós. Que o fagam.
Por isso opino que para ser ecologista não se precisa de assumir carências que antes não tínhamos e não temos por quê agora, mas fazer um uso responsável das cousas que temos. Por exemplo: fechar a bilha se não a utilizamos num momento concreto, não utilizar muita auga para lavar a louça, não utilizar o carro para passeios que se podem fazer a pé, e cousas assim. Não é um esforço muito grande para praticamente todos. O problema é os ricos fazerem. Isso não vai ser tão simples de alcançar.




