Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

Volta ao mundo

Após quinze dias fora do mundo, com feixes de parabéns polo novo ano, por um bom Natal, por umas felizes festas... volto ao mundo de merda onde importa mais o lucro de uns que a fome de outros.

Semelha que as festas põem nostálgicos os milionários e famosos, porque não deixam de surgir iniciativas para os meninos do quinto caralho não passarem sem joguetes nem brincadeiras. É curioso: podem passar sem comer ou sem beber água limpa, mas não sem jogar. Merda de dupla moral e hipocrisia.

Certo é que é melhor isso do que nada, mas os cidadãos devemos reclamar que a solidariedade não seja cousa de festas ou celebrações, mas algo quotidiano e natural. Que todos os dias os países mais industrializados e desenvolvidos levem aos que não o estão material e meios para formarem a gente e dar-lhes um futuro como vila, país ou região. E, sobretudo, para lhes darem um futuro como pessoas. Que não se limitem a enviar roupa ou comida. Que lhes levem o suficiente para que dentro de pouco tempo eles podam ser auto-suficientes, autónomos.

Meu pai contara-me uma parábola sobre isto. Se a uma pessoa lhe dás um peixe comerá hoje. Se lhe dás uma cana e lhe ensinas a pescar, comerá toda a vida. Pois isso: menos peixe e mais canas e lições de pesca.

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