Hipocrisia
gallego, ga.1. adj. Natural de Galicia. U. t. c. s.
2. adj. Perteneciente o relativo a esta comunidad autónoma de España.
[Para catalán figura "2. adj. Perteneciente o relativo a este antiguo principado, hoy comunidad autónoma de España". Os galegos já nem história temos]
3. adj. En Castilla, se dice del viento cauro o noroeste, que viene de la parte de Galicia. U. t. c. s.
4. adj. Ant., Arg., Col. y Ur. Dicho de una persona: Nacida en España o de ascendencia española. U. t. c. s.
5. adj. C. Rica. tonto (‖ falto de entendimiento o razón).
6. adj. El Salv. tartamudo.
[Para catalán figura "3. m. Lengua romance vernácula que se habla en Cataluña y en otros dominios de la antigua Corona de Aragón.". O galego há-de ser como o euscara, de raízes indeterminadas que se perdem na História. Será que é um filho bastardo do latim e não querem reconhecê-lo...]
8. m. C. Rica y Nic. Especie de lagartija crestada que vive en las orillas de los ríos y nada con mucha rapidez.
9. m. C. Rica. libélula.
10. m. Cuba y P. Rico. Ave palmípeda de plumaje ceniciento, rabadilla, vientre y cola blancos, patas, pico y párpados rojizos.
11. m. Cuba. En un ingenio, dispositivo que aplana y nivela la caña antes de ser molida.
Ou seja, que para os académicos estão antes em importância os significados de tonto (parvo) e tartamudo antes do que o de língua dos galegos (cousa, por outra banda, inexacta. Mesmo se considerarmos que o galego apenas é dos galegos, temos emigrado ao quinto caralho levando a língua na mala. Portanto o galego não é apenas a língua dos galegos). E o curioso do assunto é que na acepção de espanhol (dito especialmente na Argentina) não se especifica que tem a característica de ser, lamentavelmente, um dos piores insultos que podem lá dizer. Aliás, após perguntar aos responsáveis de exteriores de Costa Rica e do Salvador, ambos dixêrom desconhecer a existência desse significado da palavra gallego, polo qual deve de ser uma acepção muito minoritária. E, mesmo assim, figura no dicionário.
Resumindo: gallego é antes parvo e tartamudo do que a língua dos galegos, aliás de ser natural da Espanha sem significado pejorativo nenhum, ainda que esteja bem claro que sim tem.
Por outra banda, se os dicionários recolhessem tópicos, bem poderiam estar alguns tão utilizados e engraçados como o da expressão ser de Cádiz/ser de Cádis, que para meus avôs sempre foi sinónimo de ser homossexual. Ou mesmo poderia ficar reflexada a opinião que tem alguma gente dos naturais de distintos países: catalães avaros, bascos terroristas, andaluzes preguiceiros, madrilenos chulos, aragoneses brutos ou rudes, ciganos ladrões, franceses afeminados, alemães alcoólicos... e um feixe de tópicos que incomodarão a tanta gente que os académicos teriam de capitular.
O que mais raiva dá é ver como os representantes dos Socialistas e Populares rejeitam a proposta alegando deverem preservar sempre a independência da Academia. Resulta que o PP procura sempre o intervencionismo do Estado em todo o que não tenha a ver com empresas amigas e agora pretendem dar leições de respeito às instituições. Fodidos hipócritas.
O que se passa é que uma proposta vinda da Galiza não é tomada em consideração polo simples facto de não haver galego nenhum que se poda incomodar e, por exemplo, recuar na assinatura dum contrato milionário, cancelar subvenções para tal cousa, despedir o curmão de tal amigo ou a filha de aqueloutro. Os poucos galegos com dinheiro decidírom há muito que o de ser galego não ia com eles. Por algo o dinheiro não entende de país, nem língua, nem hóstias em vinagre.
E mentres nós continuaremos a ser parvos e tatejos. Isso sim, respeitando a independência de quatro anormais que decerto saberão que gallego, algures, significa parvo e tatejo. Mas não estarão tão cientes é de que, a partir de agora, a palavra académico passe de ser "Individuo perteneciente a una corporación académica" a ser cagalhão ou, como eles estarão mais afeitos a escuitar, gilipollas.





1 comentário(s):
Ola!! Perdoa se non escribo lusista :(. Somos unha campaña nova galega que está loitando para eliminar os significados que se poden ver na RAE sobre o termo "gallego". Tamén pretendemos que a nosa língua se defina como se merece, e non só como "lengua de los gallegos", tal e como se fai con línguas coma o catalán, o vasco ou o castelán. Tamén perseguimos que a definición de língua sexa situada nun segundo ou terceiro lugar e non nun sétimo como aparece hoxe en día neste dicionario. Se queres amosar o teu acordo coa nosa iniciativa podes participar asinando na seguinte páxina web:
http://aproldalinguagalega.galeon.com
Moitas Graciñas.
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