Pais preocupados
Não sei muito bem como dei caído aqui e, para a minha surpresa (nunca perderei a capacidade de fazê-lo) os meus olhos lêrom com incredulidade o seguinte texto (copiado integramente):
Quanto ao facto de haver galegos que vem vulnerados os seus direitos por escolarizar os filhos em galego, tenho várias cousas que dizer:
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*E não falo do meu caso porque a minha primeira língua não foi o galego (ó, Senhor, um neofalante!!). Ainda que não o fosse, não o aprendim na escola, mas com a minha família dum jeito indirecto. São uma espécie de semineofalante. Um extraterrestre.
«Un grupo de padres y de profesores de enseñanza primaria, secundaria y universitaria nos hemos reunido a causa del Plan de Normalización Lingüística de la Xunta de Galicia. Conscientes del problema de aprendizaje que plantea para niños castellanoparlantes, y seguros de la pérdida de calidad que supone dictar una clase en la que no es tu lengua habitual, hemos escrito un manifiesto para pedir la paralización de este proceso. También recogemos la preocupación de aquellos padres que, viviendo en un contexto de comunicación habitual en gallego, sólo reciben enseñanzas en este idioma. Por esto, queremos hacerles llegar esta corriente de preocupación a la vez que la posibilidad de adherirse a nuestra petición, amparada por principios fundamentales de la persona»...Não gosto de utilizar a falácia como se fosse um argumento mas, como bem di um dos comentaristas do blogue onde topei a notícia, onde é que estavam estes cidadãos com tanto senso do civismo quando os lusófonos tivêrom de ser escolarizados integramente em castelão*?
Quanto ao facto de haver galegos que vem vulnerados os seus direitos por escolarizar os filhos em galego, tenho várias cousas que dizer:
- Considero que é bem distinto ser galego legalmente do que culturalmente. Fum galego administrativamente desde o momento de nascer, mas penso que não comecei a sê-lo culturalmente até tentar fazer parte do Tudo que são a Galiza, o galego e os galegos (e galegas e galegues).
- Opino que as pessoas que educam os filhos na casa em castelão (direito inalienável, meu Deus!) e mantêm esta luita para evitar que o fagam em galego na escola têm mentalidade de colono. Quer dizer: todos os dias os políticos espanholistas falam desse ente invisível e indefinível que é a España plural, que inclui culturas tão diversas como a castelã, a catalã, a andaluza, a basca e, naturalmente, a galega. Todos os dias ouço e leio louvores à felicidade que supõe sermos tão diversos. Então por que agem como se as culturas distintas da espanhola [A espanhola, espanhola, cuidado. As culturas rústicas não contam] fossem inferiores, como se fossem próprias de colónias? Por que têm essa repulsa, esse complexo?
- Penso que essa
preocupación de aquellos padres que, viviendo en un contexto de comunicación habitual en gallego, sólo reciben enseñanzas en este idioma
é absurda, própria de gente ignorante e com um forte complexo de inferioridade. Se és lusófono e não queres que os teus filhos sejam educados em galego, tens um problema de identidade grave. - Por outra banda, criticar as galescolas, infantários onde a única língua utilizada é o galego, argumentando que o farão independentemente da língua materna do meninho, é outro absurdo. Isso nunca prejudicará o meninho, mas ao contrário, terá duas línguas nas que se basear à hora de se exprimir.
- Para rematar, quero tranquilizar todos esses pais preocupados por os seus meninhos serem educados numa língua distinta do castelão pensando que isto fará com eles não a aprenderem bem. Os meios de comunicação estão absolutamente copados por esta língua, polo menos na Galiza. Enquanto isso não cambiar, um falante de galego verá-se muitíssimo mais prejudicado do que um de castelão. Pode-se aprender a segunda apenas prendendo o rádio, o televisor ou lendo um periódico ou um livro. A publicidade também está em castelão, mesmo em zonas cento por cento lusófonas. Quem está em perigo, senhores?
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*E não falo do meu caso porque a minha primeira língua não foi o galego (ó, Senhor, um neofalante!!). Ainda que não o fosse, não o aprendim na escola, mas com a minha família dum jeito indirecto. São uma espécie de semineofalante. Um extraterrestre.





1 comentário(s):
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