<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-34429180</atom:id><lastBuildDate>Sat, 21 Nov 2009 04:20:08 +0000</lastBuildDate><title>O fole do acordeão</title><description></description><link>http://acordeom.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Além)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-9014691669432217929</guid><pubDate>Thu, 31 Jan 2008 13:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-03T11:21:30.659+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Razão e Força</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Verborreia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O sexo dos anjos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Internacional</category><title>Houston: temos um problema</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Espanha(1) tem um problema. É uma terra onde uma pessoa pode ter estudos, cultura, saber estar, uma certa inteligência, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sentidinho&lt;/span&gt;(2)... e dizer cousas do mais surpreendente. Às vezes tenho a sensação de ser um europeu no Japão, já que os costumes de um lugar tão afastado nunca deixarão de me produzir curiosidade e surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Espanha(3) tem a capacidade de produzir um tipo de cidadão digno de ser observado por doutores em Medicina, Psicologia, Ciências Ocultas, Ciências das Outras e parte do estrangeiro. Para uma pessoa como eu, nunca criada em dogmas e sim com um pai desses chatos que levam sempre a contrária por desporto(4), não é normal que uma pessoa séria, culta, dialogante, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pessoa&lt;/span&gt;, defenda a abolição da pena de morte e, sem ruborizar-se, diga que desfruta do assassinato de um animal, nisso que denominam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tauromaquia&lt;/span&gt; para lhe dar um ar culto, mas que é chamado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;toureio&lt;/span&gt;. Não o compreendo. E as respostas são dignas dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arrepios&lt;/span&gt;(5): «é costume», «é tradição», «é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;arte&lt;/span&gt;» (esta é das melhores), «é cultura»... Depois alucinam quando sabem que polo mundo adiante comem cães ou gatos, e soltam pérolas do estilo «eu não seria capaz».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na política há também uma conclusão a que chega muita &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mente preclara&lt;/span&gt;(6) e também não acabo de lhe pegar o senso. A Espanha(7) acaba, como quem di, de sair de uma ditadura das mais longas da Europa do século XX, se não a mais longa de todas. Parece que essa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;longa noite de pedra&lt;/span&gt;(8) afectou demais os espanhóis. Para um destes indivíduos entram na mesma saca as expressões «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estado democrático&lt;/span&gt;» e «&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ilegaliza-me esses filhos da puta&lt;/span&gt;»(9). Ou seja, vem como algo normal numa democracia(10) haver partidos legais e &lt;a href="http://www.javierortiz.net/jor/dedo/las-calendas-de-hb"&gt;partidos ilegais&lt;/a&gt;. Também vem como algo normal deitar a &lt;a href="http://www.elcorreodigital.com/alava/20070504/politica/dice-dejar-izquierda-abertzale_200705041632.html"&gt;opção de mais de cem mil pessoas&lt;/a&gt; à cuba do lixo. Assim como se lê: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cem mil pessoas ficam sem poder votar a opção que desejam&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos a falar de dous ou três moinantes. Num suposto assim o governo de turno podia metê-los presos e deitar a chave. Não seria justo mas efectivo. O problema (para eles) é que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;assunto basco&lt;/span&gt; não vai ser solucionado a base de acções policiais-clericais(11). Que exista nalgumas pessoas o sentimento de serem &lt;a href="http://www.gara.net/paperezkoa/20071212/52886/es/Libertad"&gt;invadidos&lt;/a&gt; dá uma ideia da futilidade de tais acções. É complexo mas é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema não fica aí. Em Euscádi(12) vivem actualmente num estado de excepção. Estão fartos tanto as vítimas dos assassinos quanto as vítimas dos torturadores. Naquele país expressar algumas opiniões dá-che amigos e inimigos instantaneamente. Curioso lugar onde, nas últimas eleições municipais(13), fôrom ilegalizadas candidaturas da Esquerda Abertzale(14). Há situações tão absurdas(15) como a de &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Lizartza"&gt;Lizartza&lt;/a&gt;, que em 2004 contava com 612 habitantes e cuja presidenta da Câmara Municipal foi escolhida por &lt;a href="http://www.kaosenlared.net/noticia.php?id_noticia=50763"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;27 votos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. A vila era considerada «&lt;a href="http://www.gara.net/paperezkoa/20070705/27213/es/En-Lizartza-hablan-latin"&gt;feudo da esquerda abertzale&lt;/a&gt;» até as passadas eleições. Desde outros lugares a presidenta é vista como uma &lt;a href="http://www.wikio.es/article=38046356"&gt;heroína&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso como os problemas se complicam conforme os temos mais perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Notas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Conceito abstracto utilizado quando se quer fazer referência aos países do Estado espanhol sem exclusões nem menções específicas. Que não me comam os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;indepes&lt;/span&gt; da retórica revolucionária.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Aquilo que fora da Galiza costuma chamar-se de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sentido comum&lt;/span&gt;, que, por outra banda, é o menos comum dos sentidos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Que sim: utilizarei &lt;span style="font-style: italic;"&gt;essa&lt;/span&gt; palavra em troques do cansativo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estado espanhol&lt;/span&gt;.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Outros fão a quiniela. O meu pensa de jeito oposto ao meu. Ou será ao revés? &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cria corvos...&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Para os leitores residentes no Estado espanhol (agora sim!): &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pesadillas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não produz uma sensação curiosa isso de chamar atrasado mental sem que se note? Adoro ser galego!&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Deixa de olhar as notas e concentra-te no texto, que para isso é que o escrevo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sim, eu também lim clássicos da literatura galega.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Também é compatível para alguns demandar um referendum no Saara para decidir sobre a sua autodeterminação enquanto negam qualquer possibilidade de fazê-lo nalgum país do Estado espanhol. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Spain is different&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ou isso que nos fão ver como democracia. Os significados cambiam conforme ao governo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quer dizer, a base de hóstias.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;País Basco, Euskal Herria (se inclui Nafarroa/Navarra), Euskadi, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;provincias vascongadas&lt;/span&gt;... será por nomes.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ou autárquicas, para os lusófonos-não-galegos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Esquerda independentista basca.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ou descaradamente injustas.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-9014691669432217929?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2008/01/houston-temos-um-problema.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-8903443704748794290</guid><pubDate>Thu, 31 Jan 2008 13:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-31T14:12:50.727+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Blogue</category><title>De volta</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desculpas antecipadas a esses pouco leitores que de quando em vez me lembram que existe este lugar. Não escrevo desde há meses porque não tenho nada a dizer. Ou tinha. Acaso agora tenha. Passa por aqui de agora em diante e quiçá haja algo interessante. Nunca se sabe...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-8903443704748794290?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2008/01/de-volta.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-4521913749857688911</guid><pubDate>Mon, 03 Sep 2007 18:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-03T19:51:22.542+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>História</category><title>Um Escudo da Galiza</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RswLF41cOuI/AAAAAAAAAFM/_BMuBF0MR4E/s1600-h/Um+Escudo+da+Galiza.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RswLF41cOuI/AAAAAAAAAFM/_BMuBF0MR4E/s320/Um+Escudo+da+Galiza.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101464673687714530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«As armas da Galiza que aqui expomos e que tentam ser um resumo de todas as simbologias galegas da História, estám conformadas polos seguintes elementos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Esquartelado: O primeiro com as armas da Galiza compostelana; sobre fundo de azul com o graal no meio em ouro com a hóstia em prata saindo pola boca do cálice e a cada lado três cruzes recortadas em prata mais umha em cima do graal; em total sete. O segundo, sobre fundo de prata, umha cruz de Sam Jorge em Vermelho representado a primeira imagem vexilológica do Galleciense Regnum após a entrada dos mussulmanos na península na sua época asturiana. O terceiro, sobre fundo de prata, o leom rampante em púrpura representando a dignidade imperial da época leonesa. E o quarto, sobre fundo verde, a cruz de Cristo em vermelho como representaçom do vínculo histórico com Portugal e o mundo galaico-lusófono. Verde e vermelho de Portugal. As armas da Galiza estám escoltadas polo leom vermelho e o dragom verde da Casa real Sueva, os dous em posiçom rampante e enfrontados agarrando o escudo. Timbre: Um carvalho galego representando a força e o enraizamento dos galegos à sua Terra e à sua Língua. Por baixo a legenda em latim: GALLAECIA LUX ET LIBERTAS.»&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tanto o texto quanto a imagem fôrom obtidas do livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bandeiras da Galiza&lt;/span&gt;, de José Manuel Barbosa. Quiçás estou a violar direitos de autor fazendo isto, mas no próprio livro Barbosa di que é uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;proposta&lt;/span&gt; e que os próprios galegos somos quem teremos de escolhê-lo ou desbotá-lo. Como galego que são, considero-me no direito de me somar à proposta do Zê (desculpe o trato familiar se for preciso). Se qualquer pessoa que vir isto se sentir interessada neste desenho para o Escudo da Galiza, pregaria-lhe que o espalhe para se fazer popular. É um jeito precioso de não esquecermos a nossa História, nem nos símbolos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-4521913749857688911?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/09/um-escudo-da-galiza.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RswLF41cOuI/AAAAAAAAAFM/_BMuBF0MR4E/s72-c/Um+Escudo+da+Galiza.png' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-666306075692772065</guid><pubDate>Sat, 18 Aug 2007 17:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-20T16:16:18.643+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Língua</category><title>As três vias do reintegracionismo</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RsdG-o1cOsI/AAAAAAAAAFA/Z35TeQUBpPg/s1600-h/portugaliza.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RsdG-o1cOsI/AAAAAAAAAFA/Z35TeQUBpPg/s320/portugaliza.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100123144947776194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Há tempo que tenho de argumentar a amigos, colegas e interessados em geral os porquês de me fazer reintegracionista, de considerar a fala de aquém e de além-Minho como parte da mesma língua e de escrever em galego com a ortografia de Portugal (com matizes, claro). Há também um tempinho que pensei em escrever um texto mais ou menos longo onde explicar a minha teoria para ser reintegracionista, ora não haja um único motivo nem dogma para chegar às mesmas conclusões. Chamo isto (num excesso de originalidade pola minha parte) as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;três vias do reintegracionismo galego&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Primeira via&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas pessoas com anseios de pertencer a um grupo dêrom com os ossos em teorias de passado mítico e heróico? O nacionalismo galego está inçado nalgumas partes destas teorias, falando num passado celta que derivaria na actual cultura galega. Também se fala nos suevos e no Galliciense Regnum, o Reino da Galiza, para nos dar certos ares de superioridade cultural. Embora opine que isso é um erro, sempre se pode tomar a História como é e assumi-la sem pretensões de tipo nenhum. E, no caso da Galiza, historiadores como Anselmo Lopes Carreira começam a publicar ensaios onde nos contam como é que foi realmente o Reino galego, distinto dessa merdinha no noroeste peninsular que põem nos livros de História do sistema educativo, sospeitosamente parecida à actual autonomia. Nesse mitificado Reino surgiu, além da língua galegoportuguesa, um condado com identidade própria, Portucale, que se converteu posteriormente num Reino independente: Portugal. É em Portugal que a nossa língua floresceu sem as dificuldades do centralismo castelão, estendendo-se polo mundo (por vias imperialistas, não obstante) e convertendo-se em língua universal da Humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apelando a este passado comum, podemos argumentar que, já que uma vez o galego e o português &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fôrom a mesma língua&lt;/span&gt;, ainda &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seguem a ser a mesma língua&lt;/span&gt;. Esta seria uma forma de chegar ao reintegracionismo mediante um passado semi-mítico, quase romântico: voltarmos a um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;status&lt;/span&gt; prévio, muito anterior ao actual, cujas características queremos recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Segunda via&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando textos do galegoportuguês medieval em que, lembremos, Afonso IX da Galiza -ou X de Castela, para os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oficialistas&lt;/span&gt;- escreveu as suas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cantigas&lt;/span&gt;, podemos ver similitudes claríssimas entre o actual português padrão e também entre o castrapo normativo. O tronco comum é claro. Mas, se por acaso tentarmos analisar morfossintacticamente uma oração ou frase escrita em português padrão e a sua correspondente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;adaptação&lt;/span&gt; ao castrapo normativo, toparemos que a maior parte das diferenças serão ortográficas. Eis um exemplo:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A erva do jardim não deixava ver no chão as folhas caídas do carvalho e da azinheira.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A herba do xardín non deixaba ver no chan/chao as follas caídas do carballo e da aciñeira.&lt;br /&gt;La hierba del jardín no dejaba ver en el suelo las hojas caídas del roble y de la encina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;O exemplo conta, aliás, com a correspondente tradução ao castelão para assim poder ver perfeitamente as profundas diferenças entre as duas primeiras frases e a última, além da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sospeitosa&lt;/span&gt; semelhança ortográfica entre a segunda e a terceira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas diferenças que existem entre galego e português ficam consideradas dentro do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;normal&lt;/span&gt; entre dialectos da mesma língua. Assim, podemos topar uma frase no dialecto chileno do castelão e a sua tradução ao dialecto do centro peninsular:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;El jueves se corre la polla.&lt;br /&gt;El jueves se celebra el sorteo de la lotería.&lt;/blockquote&gt;É notável o câmbio de significado se um castelão lê a primeira frase em troques de ler a segunda (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;correrse&lt;/span&gt; é a gíria castelã para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ejacular&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;polla&lt;/span&gt; é a gíria do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pênis&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caralho&lt;/span&gt;). Porém, seguem a ser a mesma língua. Outro exemplo típico pode ser o do dialecto argentino e a sua adaptação ao da península:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Che, sos un boludo, pensáte lo de esta noche, que nos vamos de joda después de laburar.&lt;br /&gt;Tío/Colega, eres un gilipollas, piénsate lo de esta noche, que nos vamos de fiesta después de trabajar.&lt;/blockquote&gt;Aqui podemos ver incluso um câmbio nas formas verbais (pensá-piensa, sos-eres), algo que sempre se argumenta em contra da unidade galegoportuguesa. Também se vê uma variação do significado dalguns termos (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;joda&lt;/span&gt; é a gíria de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;festa&lt;/span&gt;, enquanto na península é uma variação do verbo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;joder&lt;/span&gt;, gíria de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;molestar&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;praticar o acto sexual&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; foder&lt;/span&gt;). Mais um exemplo:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Agarra/Agarrá las llaves del auto.&lt;br /&gt;Coge las llaves del coche.&lt;/blockquote&gt;Novamente temos uma frase que, lida por um falante doutro dialecto, tem mesmo conotações de vulgaridade (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;coger&lt;/span&gt; é a gíria de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;praticar o acto sexual&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;foder&lt;/span&gt;, em muitos países de Hispanoamérica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outra banda, está a divergência entre alguns fonemas utilizados no resto da lusofonia e os utilizados na Galiza. Para isto também é possível utilizar os critérios empregados no sistema da língua castelã, dado que o dialecto propriamente castelão é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ceceante&lt;/span&gt;, com um fonema parecido ao /th/ de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;th&lt;/span&gt;ought&lt;/span&gt; (palavra inglesa), enquanto praticamente a totalidade do resto de falantes são &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sesseantes&lt;/span&gt;, isto é, não distinguem na sua fala entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;s&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;z&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;c&lt;/span&gt;. Também o castelão carece de sibilantes sonoras do estilo do /z/ de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;na&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;z&lt;/span&gt;ione&lt;/span&gt; (palavra italiana), enquanto muitos falantes de Hispanoamérica e mesmo de Andaluzia e a Estremadura espanhola utilizam este fonema como algo natural. Isso sem contar os múltiplos sons que os falantes dão às grafias &lt;span style="font-style: italic;"&gt;y&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ll&lt;/span&gt;: desde a forma uruguaio-argentina do famoso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yo&lt;/span&gt; (que soa parecido com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;xô&lt;/span&gt;) ao que se utiliza por falantes cântabros (que soa quiçás como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;iô&lt;/span&gt;). Sem esquecermos a diferença entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;b&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;v&lt;/span&gt;, inexistente no dialecto castelão, porém muito marcada noutros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, demonstrada a existência de formas verbais ou léxico localizados geograficamente na mesma língua castelã, como é que um conhecedor desta língua, como pode ser qualquer galego escolarizado ultimamente, pode contestar a unidade galegoportuguesa? Por motivos puramente políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegámos, então, ao reintegracionismo utilizando dous critérios pseudo-filológicos (eu não são filólogo, uma pessoa com esses conhecimentos poderá dar uma explicação mais rigorosa): observando que as diferenças entre português e castrapo são basicamente estéticas, devidas à ortografia, e comparando a classificação entre língua e dialecto do sistema mais próximo do galegoportuguês (o castelão), observando a sua aplicação. Que dá como resultado que galego e português são dous dialectos da mesma língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Terceira via&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nenhum dos outros jeitos nos convence (nem romântico nem científico-filológico), ainda nos resta uma outra visão da língua: o pragmatismo. Um falante de galego terá muitíssimas dificuldades para ler os clássicos universais adaptados ao castrapo. As traduções são poucas e não especialmente boas. Também não é doado toparmos bibliografia técnica ou específica dum ramo da ciência ou da tecnologia, porque as editoras não vem a sua saída ao mundo mercantil segundo a visão capitalista da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que pode fazer um galego? Muitos costumam capitular e optar pola bibliografia em castelão, e todos sabemos que praticamente todos os clássicos universais da literatura, se não todos, têm uma tradução a essa língua. Do mesmo jeito, é relativamente fácil topar um livro técnico, escrito originalmente em inglês, na sua edição castelã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e se pudêssemos ter a suficiente capacidade para não termos de recorrer a uma língua totalmente distinta da nossa? Mesmo se opinássemos que galego e português não são a mesma língua, o seu parecido é inegável por muito obcecados que pudêssemos estar. O problema é a falta de costume de os galegos lermos em português padrão. E escrevermos, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo dominada a leitura do padrão de Lisboa, podemos aceder a toda a literatura universal já traduzida e, mesmo, às edições originais da literatura de Portugal e os países lusófonos da Ásia e da África. E, com um pequeno esforço, poderíamos compreender sem problemas a ortografia e o léxico próprios do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um galego, polo facto de nascer no Estado espanhol, tem a obriga de aprender a língua castelã. Os galegos, por graça da História, podemos dispor de duas línguas universais para nos comunicar com o resto do mundo: castelão e português (ou galegoportuguês). E isso sem contarmos com que nas escolas sempre se ensina uma língua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estrangeira&lt;/span&gt; (mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mais estrangeira&lt;/span&gt; do que o castelão), quer inglês, quer francês ou alguma outra. Portanto, um galego que aprenda desde a escola português, castelão e, posteriormente, inglês, tem à sua disposição três línguas universais. Duvido muito que, por exemplo, os catalães ou os bascos tenham tanta sorte como nós (basicamente porque o português é falado, apenas no Brasil, por mais de cento e oitenta milhões de pessoas, sem falar na distribuição geográfica, em quatro continentes). O português, embora não seja um dado conhecido, é a segunda língua da internet em número de sítios web, após o inglês. É também a terceira língua mais estendida do mundo, após inglês e castelão, e a quinta em número de falantes. Ou seja, que o pretenso argumento de que&lt;span style="font-style: italic;"&gt; o galego não tem saídas&lt;/span&gt; pode ser bem matizado segundo a minha visão pragmática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em oposição com todo o anterior, o castrapo quase nem é reconhecido oficialmente, produzindo-se situações como a de um deputado galego no parlamento europeu não poder fazer uma intervenção &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sem avisar várias semanas antes&lt;/span&gt;. Isto, obviamente, não acontece com o português, porque a União Europeia conta com vários tradutores e intérpretes fixos. Nem falar no castelão ou o inglês. Daí que suponha muito mais produtivo para o sistema educativo galego e para os alunos deixar o actual castrapo e introduzir no ensino o padrão português. Isso sim, sem esquecermos que falamos português da Galiza ou galego, não lisboeta ou brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, finalmente, chegámos ao reintegracionismo pola via da utilidade, do pragmatismo, sem apelarmos a passados míticos ou argumentações filológicas. Simples: reintegracionismo é futuro, é trabalho, é acesso à cultura; isolacionismo é chauvinismo, é cerração mental, é a morte da língua nas litúrgias da Junta da Galiza.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-666306075692772065?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/08/as-trs-vias-do-reintegracionismo.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RsdG-o1cOsI/AAAAAAAAAFA/Z35TeQUBpPg/s72-c/portugaliza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-5932929136875119913</guid><pubDate>Thu, 09 Aug 2007 09:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-02-20T13:17:53.270+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Humanidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Sentimentos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>História</category><title>Castelão e a volta à Pátria</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RrryKZpL2_I/AAAAAAAAADg/NDH4z8aAAJ0/s1600-h/castelao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 133px; height: 164px;" src="http://bp0.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RrryKZpL2_I/AAAAAAAAADg/NDH4z8aAAJ0/s320/castelao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096652188819381234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Continuando com o tema do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;artigo&lt;/span&gt; anterior, gostaria de explicar alguma cousinha que se dá por sabida no vídeo, mas que supõe uma peça fundamental para entendermos as circunstâncias daquilo que vemos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Castelão dixera no seu testamento político, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sempre em Galiza&lt;/span&gt;, que o seu desejo era voltar à sua Terra, à sua Pátria, unicamente quando ela for livre. Livre para decidir o seu futuro, para ser dona e senhora da sua autodeterminação. Pensemos um minutinho no panorama sócio-político do ano 1984:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O general Franco finou há apenas cinco anos, tempo insuficiente para cambiar os costumes, quer da população com anseios de revolução, quer da Polícia (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;los mierdas&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, na gíria castelã da época&lt;/span&gt;) com modos próprios ainda da ditadura.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O governo de Madrid conta com um partido &lt;span style="font-style: italic;"&gt;socialista&lt;/span&gt; com uma visão extremadamente centralista do Estado. Por se não fora suficiente, a imagem da Espanha no exterior será novamente identificada com os touros e a cultura andaluza.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O governo do novo parlamentinho está em mãos da coaligação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alianza Popular&lt;/span&gt;, hoje &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Partido Popular&lt;/span&gt;. Para quem não souber, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;PP&lt;/span&gt; é um partido centralista espanhol, que considera um prémio facilitar o acesso a um posto em Madrid e um exílio fazer política na Galiza. Em troques de servir de instrumento da vontade popular, o parlamentinho está a ser continuadora da mentalidade franquista.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Com estes antecedentes, e sabendo que Castelão sempre considerara como os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;inimigos&lt;/span&gt; os "&lt;a href="http://www.losgenoveses.net/Personajes%20Populares/Fraga/fragairibarnedixit.html"&gt;Fragas&lt;/a&gt;" do mundo, é um chisco chocante que seja o próprio governo antinacionalista que tome a iniciativa de trazer os restos do herói galego. Pode ser interpretado, como de fa&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RrrzbppL3AI/AAAAAAAAADo/4H-SiQXSeOI/s1600-h/denantes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 172px; height: 246px;" src="http://bp1.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RrrzbppL3AI/AAAAAAAAADo/4H-SiQXSeOI/s320/denantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096653584683752450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;cto se fizo, como um jeito de manipular a memória do finado para utilizar a sua imagem de ícone nacional e tirar proveito. Ainda direi mais, esse pretenso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;galeguismo&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;PP&lt;/span&gt; está integramente baseado na manipulação de figuras históricas do nacionalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que a Galiza, em 1984 e hoje, não contava com os meios para exercer a sua autodeterminação plena, uma parte do galeguismo interpretou a repatriação dos restos de dom Daniel como uma &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;traição&lt;/span&gt;. Deste jeito compreendem-se melhor os berros de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Castelão não se &lt;/span&gt;traiciona" [ou, mais jeitoso, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Castelão não se trai&lt;/span&gt;" ] e "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Galiza ceive, poder popular&lt;/span&gt;" da gente que foi receber esta figura mítica do galeguismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda se considera mais traição a utilização da sua figura, da figura dum &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;autodeterminista&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;reintegracionista&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;como ele, para a criação das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Medallas Castelao&lt;/span&gt; por parte dum governo que nem reconhece a existência da nossa nação nem a do chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estado colonial&lt;/span&gt;. É um insulto à memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;off&lt;/span&gt;, de todos os jeitos, deixa pouco espaço a mais explicações citando o Novoneyra e o próprio Castelão. O certo é que arrepia os cabelos, estremece, turba extraordinariamente, ouvir o clamor, quer da gente lá reunida, quer da periodista quando di: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quando Risco era alguém [...] ensinou a todos que Galiza é uma nação&lt;/span&gt;.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-5932929136875119913?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/08/castelao-e-volta-patria.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_W_9msGXHvHE/RrryKZpL2_I/AAAAAAAAADg/NDH4z8aAAJ0/s72-c/castelao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-2802368714885749787</guid><pubDate>Tue, 07 Aug 2007 21:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-08-08T00:18:24.203+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Sentimentos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>História</category><title>Os restos de Castelão</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom dia para quem se tomar a moléstia de ler estas linhas. Bem certo é que levo meses sem escrever, mas a causa é uma mistura de exames, estudo e falta de ideias. Por isso, hoje serei um pouco chafalheiro e enchirei parte do espaço desta entrada com um vídeo, que comentarei noutro momento:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zzYZrDmESSM"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zzYZrDmESSM" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-2802368714885749787?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/08/os-restos-de-castelo.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-1602650036901214587</guid><pubDate>Mon, 28 May 2007 20:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-28T23:35:01.115+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Verborreia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O sexo dos anjos</category><title>Ganhadores todos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que bonitas são as eleições na Espanha. Todos ganham. Ninguém perde (excepto essa enorme mentira que é o novo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Partido Galeguista&lt;/span&gt;, afortunadamente). Os do PSOE obtêm mais representantes nas câmaras municipais, o que se traduz em mais poder. Os do PP obtêm mais votos, o que se traduz em celebrações vãs e patéticas -sobretudo em Vigo, com essa caricatura antítese do galeguismo chamada Corina &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Porro&lt;/span&gt;-. Eis as razões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O facto de o PP ter mais votos não é motivo de vitória para ninguém. O motivo fica em os conservadores espanhóis não serem democratas, não entenderem o que significa "governo do povo". Dado que governar sempre uns sobre os outros apenas constituiria um pobre exercício de despotismo, os representantes dos cidadãos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;devem&lt;/span&gt; pactuar entre eles. O circo mediático que é a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;democracia espanhola&lt;/span&gt; permite com um terço dos votos um partido ter esse demo malparido que se chama &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maioria absoluta&lt;/span&gt; de representantes (isto é, a metade e mais um). Assim, na teoria, os governos são mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estáveis&lt;/span&gt;, mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fortes&lt;/span&gt;. E eu pergunto: o que se pretende numas eleições? Rapinar o poder? Ou acaso a cousa consistia em o povo governar através de delegados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao facto de o PP não estar conformado senão por fascistas disfarçados e pseudodemocratas conservadores que não têm partido de seu onde meter o cu, a direita espanhola não se sentiria cómoda com uma política de acordos. Lembremos que se consideram depositários da única e real vontade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;popular&lt;/span&gt; (engraçado isso), da defesa dos direitos humanos (não casam homossexuais), do progresso (são conservadores!!), da legitimidade constitucional (num começo contra a constituição actual. Agora parece que a pariram), da democracia (os membros fundadores fôrom ministros da ditadura), da rehóstia (disto são donos absolutos. São a hóstia e gostam de reparti-las).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, após uma votação, uma assembleia ou parlamento fica com tantos representantes do PP, outros mais ou menos do PSOE e alguns de outros partidos. Tudo cambia em função da vila, cidade ou país, mas em quase todos existe um facto constante: o PP não tem com quem pactuar. É razão de vitória ficar só em todas as câmaras de representantes? De que serve ser a candidatura mais votada se não há vontade de acordo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSOE, que não é em absoluto santo da minha devoção, mantém não obstante um espírito muitíssimo mais aberto. Daí que podam governar a Junta da Galiza, as câmaras municipais de Vigo, Crunha, Ferrol, Cambre, Colheredo, Ourense, Lugo e um longo etcétera sem necessidade desse engendro antidemocrático da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maioria absoluta&lt;/span&gt; (melhor dito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;absolutista&lt;/span&gt;). Sem necessidade de se impor. E, sobretudo, com necessidade de pactuar. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Com necessidade de falar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-1602650036901214587?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/05/ganhadores-todos.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-699996268735916831</guid><pubDate>Sun, 20 May 2007 20:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:03:20.627+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Verborreia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O sexo dos anjos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Língua</category><title>Pais preocupados</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei muito bem como dei caído &lt;a href="http://lahuelladigital.blogspot.com/2007/05/tan-gallego-como-el-gallego.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e, para a minha surpresa (nunca perderei a capacidade de fazê-lo) os meus olhos lêrom com incredulidade o seguinte texto (copiado integramente):&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;«Un grupo de padres y de profesores de enseñanza primaria, secundaria y universitaria nos hemos reunido a causa del Plan de Normalización Lingüística de la Xunta de Galicia. Conscientes del problema de aprendizaje que plantea para niños castellanoparlantes, y seguros de la pérdida de calidad que supone dictar una clase en la que no es tu lengua habitual, hemos escrito un manifiesto para pedir la paralización de este proceso. También recogemos la preocupación de aquellos padres que, viviendo en un contexto de comunicación habitual en gallego, sólo reciben enseñanzas en este idioma. Por esto, queremos hacerles llegar esta corriente de preocupación a la vez que la posibilidad de adherirse a nuestra petición, amparada por principios fundamentales de la persona»...&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;Não gosto de utilizar a falácia como se fosse um argumento mas, como bem di um dos comentaristas do blogue onde topei a notícia, onde é que estavam estes cidadãos com tanto senso do civismo quando os lusófonos tivêrom de ser escolarizados integramente em castelão*?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao facto de haver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;galegos&lt;/span&gt; que vem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vulnerados&lt;/span&gt; os seus direitos por escolarizar os filhos em galego, tenho várias cousas que dizer:&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Considero que é bem distinto ser galego &lt;span style="font-style: italic;"&gt;legalmente&lt;/span&gt; do que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;culturalmente&lt;/span&gt;. Fum galego administrativamente desde o momento de nascer, mas penso que não comecei a sê-lo culturalmente até tentar fazer parte do Tudo que são a Galiza, o galego e os galegos (e galegas e galegues).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Opino que as pessoas que educam os filhos na casa em castelão (direito inalienável, meu Deus!) e mantêm esta luita para evitar que o fagam em galego na escola têm mentalidade de colono. Quer dizer: todos os dias os políticos espanholistas falam desse ente invisível e indefinível que é a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;España plural&lt;/span&gt;, que inclui culturas tão diversas como a castelã, a catalã, a andaluza, a basca e, naturalmente, a galega. Todos os dias ouço e leio louvores à felicidade que supõe sermos tão diversos. Então por que agem como se as culturas distintas da espanhola [A espanhola, espanhola, cuidado. As culturas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rústicas&lt;/span&gt; não contam] fossem inferiores, como se fossem próprias de colónias? Por que têm essa repulsa, esse complexo?&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Penso que essa &lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;preocupación de aquellos padres que, viviendo en un contexto de comunicación habitual en gallego, sólo reciben enseñanzas en este idioma&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt; é absurda, própria de gente ignorante e com um forte complexo de inferioridade. Se és lusófono e não queres que os teus filhos sejam educados em galego, tens um problema de identidade grave.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Por outra banda, criticar as &lt;span style="font-style: italic;"&gt;galescolas&lt;/span&gt;, infantários onde a única língua utilizada é o galego, argumentando que o farão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;independentemente da língua materna do meninho&lt;/span&gt;, é outro absurdo. Isso nunca prejudicará o meninho, mas ao contrário, terá duas línguas nas que se basear à hora de se exprimir.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Para rematar, quero tranquilizar todos esses &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pais preocupados&lt;/span&gt; por os seus meninhos serem educados numa língua distinta do castelão pensando que isto fará com eles não a aprenderem bem. Os meios de comunicação estão absolutamente copados por esta língua, polo menos na Galiza. Enquanto isso não cambiar, um falante de galego verá-se muitíssimo mais prejudicado do que um de castelão. Pode-se aprender a segunda apenas prendendo o rádio, o televisor ou lendo um periódico ou um livro. A publicidade também está em castelão, mesmo em zonas cento por cento lusófonas. Quem está em perigo, senhores?&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;Menos demagogia e mais normalizar o galego. Saúde, Terra... e Língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------&lt;br /&gt;*E não falo do meu caso porque a minha primeira língua não foi o galego (ó, Senhor, um neofalante!!). Ainda que não o fosse, não o aprendim na escola, mas com a minha família dum jeito indirecto. São uma espécie de semineofalante. Um extraterrestre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-699996268735916831?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/05/pais-preocupados.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-5866803884981382458</guid><pubDate>Thu, 17 May 2007 17:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-17T20:07:06.488+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Verborreia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Língua</category><title>Estão tolos estes... galegos??</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje toca desbardalhar da telegaita. Para os que não o saibam, este infinitivo tão curioso é aproximadamente o mesmo que deitar merda sobre algo. Pois isso toca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pugem o televisor há uns minutos (bastantes, porque tentei ligar para a internet e assim escrever isto durante um bom cacho. Sem êxito, obviamente). Surpreendeu-me que o programa na telegaita não fosse da maravilhosa vida do rural galego, ou de pandeiretas, ou gaitas (por algo a chamamos telegaita. Muita rebuznância neste parágrafo). Em troques, via-se uma mulher de rasgos orientais falando como podia o castelão, com todas as suas palavras bem postas em castrapo a modo de legendas. Foi engraçado polo particular jeito de falar dos japoneses as línguas alheias. Não pronunciam normalmente o L, daí que recorram a formas auctóctones do japonês, bastante pobre foneticamente. Por exemplo, a palavra "cliente" foi pronunciada como kuriente (/ku-ri-'e-n-te/. Ou algo disso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que se deve ajudar o espectador para poder compreender perfeitamente as suas palavras com as legendas. Não é isso precisamente o motivo de eu estar aqui a deitar merda a modo de letras. O programa falava do contraste entre a vida noutros países (noutros mundos, quase) e a que temos na Galiza. A mulher japonesa mora em Compostela e, intercalando cenas da sua vida quotidiana, falava à câmara da falta que supõe não ter à sua disposição algo similar aos banhos japoneses onde, para além de se limpar, as famílias têm um método de comunicação inexistente no nosso País. Muito bem. O melhor método de observar uma cultura é polos olhos dum estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir saiu um homem que veu do Uruguai. Falou dos bares galegos, impressionado polo excessivo número deles. E, como o homem fala habitualmente castelão, os responsáveis do programa pensárom que era inútil pôr legendas. A seguir, uma mulher vinda da Alemanha. O mesmo (que me expliquem por quê uma alemã não leva legendas a uma japonesa leva). Depois, o uruguaio mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo me parecia dentro da dinâmica habitual da telegaita no tocante às legendas: os que falam castelão são sempre totalmente inteligíveis. Sem discussão (esqueçam a japonesa, claro). Então, fala à câmara um rapaz de Cabo Verde e lá se fodeu a cousa. Falando um português totalmente inteligível, não assim opinárom os telegaiteiros, e pugêrom umas feias legendas que estragárom totalmente as palavras do rapaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que punheteiro país vivemos? Como é possível continuar a fazer festa por escritores mortos enquanto não se respeita a nossa língua no principal meio de comunicação audiovisual na Galiza? Para que servem os Correlínguas* uma vez por ano se o resto o galego morre? O que é que celebramos no Dia das Letras? Que o galego vive? Ou que tocam campãs fúnebres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que dentro de cinquenta anos fique alguém na Galiza capaz de entender as minhas palavras. Isso significará que ainda segue vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;*Correlíngua. Diz-se de dúzias de rapazes caminhando por uma cidade qual bezerros promocionando o galego com os professores enquanto falam castelão. Humor galego. Estrangeiros abstenham-se de o compreender.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-5866803884981382458?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/05/esto-tolos-estes-galegos.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-3610956400175111511</guid><pubDate>Thu, 03 May 2007 19:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-03T22:22:25.772+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caralhadas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Informática</category><title>09 F9 11 02 9D 74 E3 5B D8 41 56 C5 63 56 88 C0</title><description>O número da besta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09 F9 11 02 9D 74 E3 5B D8 41 56 C5 63 56 88 C0.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei disso de &lt;a href="http://meiobit.com/09_f9_11_02_9d_74_e3_5b_d8_41_56_c5_63_56_88_c0_ndash_o_n_ua"&gt;levar a contrária&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-3610956400175111511?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/05/09-f9-11-02-9d-74-e3-5b-d8-41-56-c5-63.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-4001919216287509042</guid><pubDate>Thu, 03 May 2007 17:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-03T20:26:14.172+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Razão e Força</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Humanidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><title>Sair do armário</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levo já um tempo a dar voltas a uma ideia. Cada vez que vejo algum acto de rebeldia sem causa, de vandalismo gratuíto, de violência sem razão (se é que realmente há razões para a violência) volto a pensar no mesmo: a Espanha não soubo sair do armário. A Espanha não soubo sair da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado espanhol passou de ter um sistema político autoritário - onde se faziam as cousas por colhões, porque sim, porque doutro jeito che davam uma malheira (no melhor dos casos), deitavam-te ao caldeiro longe dos teus ou, directamente, te matavam - a outro onde é permitido fazer tudo dentro dumas determinadas pautas de convivência. Agora já não devemos ter medo do Estado (que me desculpem os independentistas que levam pancadas sem razão, claro). Agora apenas devemos ter medo de uma turma de filhos da puta nos dar uma malheira por não pensar como eles; o casal nos matar a filha, a irmã ou uma amiga sob o nome de "violência de género"; os alunos nos insultar e vexar o professor de turno, se não os próprios companheiros…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso ansiámos tanto a liberdade durante a longa noite de pedra? Penso que não. Opino que se tanta gente corria diante dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grises&lt;/span&gt; não era apenas por esnobismo. Digo eu que algum haveria com um par de ideais no peto, que opinasse que o autoritarismo e a violência não são o único caminho para os seres humanos conviverem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outra banda estão também os que, como a nossa curmã asturiana, devêrom esquecer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;algo&lt;/span&gt; do processo de educação da sua prole, com tristes &lt;a href="http://www.cadenaser.com/articulo/sociedad/madre/asturiana/pide/le/quiten/tutela/hija/puede/csrcsrpor/20070424csrcsrsoc_4/Tes/"&gt;resultados&lt;/a&gt;. E agora eu pergunto: em que errou esta mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como convenceríamos um adulto formado e com um mínimo de racionalidade de que algo não &lt;span style="font-style: italic;"&gt;está bem&lt;/span&gt; - refiro-me a algo que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pensamos&lt;/span&gt; que não está bem, por exemplo, atracar bancos - ? Falando, dialogando, expondo, replicando. Com palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passemos ao plano irracional. Como convencer um ser irracional de que não deve fazer algo? Com palavras? Não as compreende. Não significam nada, precisamente por ser a racionalidade o que dá significado às palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler a história da rapaza asturiana, algum pensou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"uma boa hóstia a tempo muitos problemas teria arranjado"&lt;/span&gt;. Os que me conhecem sabem que não são uma pessoa precisamente violenta, mas ao contrário. Porém estou com os que assim pensam. Quando uma pessoa ainda não tem a sua capacidade racional totalmente formada, não é suficiente apenas com marcar umas normas de convivência. Quando é exigido o seu cumprimento, essa mente ainda não formada não entende o significado real dessas normas, e não as toma a sério. Gosto de fazer a comparação entre um ser humano sem capacidade total de racionalizar as cousas e um animal - por exemplo, um gato - muito, muito inteligente. Pode que esta pessoa tenha uma inteligência enorme, mas carece ainda das ferramentas necessárias para a sua mente ser considerada como plenamente racional. Então, repito, como convencer este ser irracional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, entre outras cousas, não confundindo autoritarismo com autoridade e vice-versa. Estou totalmente em contra das hierarquias e preferiria um sistema em que todos pudêssemos conviver sem um governo que nos ordenasse fazê-lo. Não obstante isso não é aplicável a pessoas que não são ainda capazes de entender quê significa conviver, por quê devemos viver em harmonia ou, dum jeito mais gráfico, por quê não matar o vizinho com um sacho. Para esses casos a autoridade são os pais (na casa) e os professores (na escola). Em casos extremos bem vale um senhor com bata branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, falando de professores, não está demais lembrar essa frase tão querida polos maus pais: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;os meus filhos vão à escola para os educarem&lt;/span&gt;. Não. Para isso estão os pais. Os professores estão para nos ensinar cultura, quer matemáticas, quer língua e literatura, quer o jeito fazer uma autópsia a um verme. Mas para ensinar maneiras e educação, sentindo-o muito, estão os pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ninguém me entenda por onde não é. Não sugiro em modo nenhum que se utilize a violência de jeito gratuíto, e também não que se justifique com paternalismo ao puro estilo PePiano. O que opino é que não se deve exluir totalmente em casos como o da rapaza. Sei que não é uma ideia politicamente correcta mas, pessoalmente, não me vejo trauma nenhum por ter levado alguma labaçada de criança, nem penso que meus pais se tenham de sentir culpáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não for desejado esse trabalho que custa educar um filho, seica inventárom uma espécie de engenho de plástico que fai com os bichinhos esses não passarem. Um preservativo, porra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-4001919216287509042?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/05/sair-do-armrio.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-4891147201884590529</guid><pubDate>Wed, 02 May 2007 21:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-03T20:34:55.148+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Verborreia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Internacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Língua</category><title>Hipocrisia</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje caim numa página web com um &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=7231929816109036527&amp;hl=es"&gt;vídeo&lt;/a&gt; sobre a proposição-não-de-lei do Bloco Nacionalista Galego de retirar as acepções pejorativas do verbete &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gallego&lt;/span&gt; no dicionário da Real Academia Española. A proposta é defendida polo BNG e por CiU (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Convergència i Unió&lt;/span&gt;), enquanto é rejeitada polos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Socialistas&lt;/span&gt; e os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Populares&lt;/span&gt;. Para rematar, o membro (ou membra, que depois me chamam machista) do PP que rejeita a proposta é galega!!! As entradas na versão actual do Dicionário são:&lt;br /&gt;&lt;span class="eLema"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="eLema"&gt;&lt;b&gt;gallego&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eGenero"&gt;&lt;b&gt;, ga&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eLema"&gt;&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;span class="eEtimo"&gt; (&lt;a&gt;Del&lt;/a&gt; &lt;a title="latín, latino o latina"&gt;lat.&lt;/a&gt; &lt;i&gt;Gallaecus&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 1.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt; &lt;span class="eAbrv" title="adjetivo"&gt;adj.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; Natural de Galicia. &lt;span class="eAbrv" title="Usado, usada o usadas también como sustantivo"&gt;U. t. c. s.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 2.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="adjetivo"&gt;adj.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; Perteneciente o relativo a esta comunidad autónoma de España.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;span class="eAcep"&gt;[Para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;catalán&lt;/span&gt; figura "&lt;/span&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt;2.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="adjetivo"&gt;adj.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; Perteneciente o relativo a este antiguo principado, hoy comunidad autónoma de España". Os galegos já nem história temos]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 3.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="adjetivo"&gt;adj.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; En Castilla, se dice del viento cauro o noroeste, que viene de la parte de Galicia. &lt;span class="eAbrv" title="Usado, usada o usadas también como sustantivo"&gt;U. t. c. s.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 4.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="adjetivo"&gt;adj.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt;&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="Antillas"&gt;Ant.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt;,&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="Argentina"&gt;Arg.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt;,&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="Colombia"&gt;Col.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt; y&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="Uruguay"&gt;Ur.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; Dicho de una persona: Nacida en España o de ascendencia española. &lt;span class="eAbrv" title="Usado, usada o usadas también como sustantivo"&gt;U. t. c. s.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_5"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 5.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="adjetivo"&gt;adj.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt;&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="Costa Rica"&gt;C. Rica&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; &lt;a href="http://buscon.rae.es/draeI/SrvltObtenerHtml?origen=RAE&amp;LEMA=tonto&amp;amp;SUPIND=0&amp;CAREXT=10000&amp;amp;NEDIC=No#0_1"&gt;&lt;span class="eReferencia"&gt;&lt;b&gt;tonto&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;      (&lt;span style="font-size:0;"&gt;‖ &lt;/span&gt;falto de entendimiento o razón).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_6"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 6.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="adjetivo"&gt;adj.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt;&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="El Salvador"&gt;El Salv.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; &lt;a href="http://buscon.rae.es/draeI/SrvltObtenerHtml?origen=RAE&amp;LEMA=tartamudo&amp;amp;SUPIND=0&amp;CAREXT=10000&amp;amp;NEDIC=No#0_1"&gt;&lt;span class="eReferencia"&gt;&lt;b&gt;tartamudo.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_7"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 7.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt; &lt;span class="eAbrv" title="nombre masculino"&gt;m.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; Lengua de los &lt;span class="eRefLema"&gt;&lt;b&gt;gallegos&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;span class="eAcep"&gt;&lt;span class="eRefLema"&gt;[Para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;catalán&lt;/span&gt; figura "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt;3.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt; &lt;span class="eAbrv" title="nombre masculino"&gt;m.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; Lengua romance vernácula que se habla en Cataluña y en otros dominios de la antigua Corona de Aragón.&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt;&lt;span class="eRefLema"&gt;". O galego há-de ser como o euscara, de raízes indeterminadas que se perdem na História. Será que é um filho bastardo do latim e não querem reconhecê-lo...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;span class="eAcep"&gt;&lt;span class="eRefLema"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_8"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 8.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="nombre masculino"&gt;m.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt;&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="Costa Rica"&gt;C. Rica&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt; y&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="Nicaragua"&gt;Nic.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; Especie de lagartija crestada que vive en las orillas de los ríos y nada con mucha rapidez. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_9"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 9.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="nombre masculino"&gt;m.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt;&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="Costa Rica"&gt;C. Rica&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; &lt;a href="http://buscon.rae.es/draeI/SrvltObtenerHtml?origen=RAE&amp;LEMA=lib%C3%A9lula&amp;amp;SUPIND=0&amp;CAREXT=10000&amp;amp;NEDIC=No#0_1"&gt;&lt;span class="eReferencia"&gt;&lt;b&gt;libélula.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_10"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 10.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="nombre masculino"&gt;m.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt;&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv"&gt;Cuba&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt; y&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv" title="Puerto Rico"&gt;P. Rico&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; Ave palmípeda de plumaje ceniciento, rabadilla, vientre y cola blancos, patas, pico y párpados rojizos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;a name="0_11"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="eOrdenAcepLema"&gt;&lt;b&gt; 11.     &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrvNoEdit"&gt; &lt;span class="eAbrvNoEdit" title="nombre masculino"&gt;m.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAbrv"&gt;&lt;i&gt; &lt;span class="eAbrv"&gt;Cuba&lt;/span&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="eAcep"&gt; En un ingenio, dispositivo que aplana y nivela la caña antes de ser molida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="margin-left: 2em; margin-bottom: -0.5em;"&gt;&lt;span class="eAcep"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, que para os académicos estão antes em importância os significados de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tonto&lt;/span&gt; (parvo) e tartamudo antes do que o de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;língua dos galegos&lt;/span&gt; (cousa, por outra banda, inexacta. Mesmo se considerarmos que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;galego&lt;/span&gt; apenas é dos galegos, temos emigrado ao quinto caralho levando a língua na mala. Portanto o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;galego&lt;/span&gt; não é apenas a língua dos galegos). E o curioso do assunto é que na acepção de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;espanhol&lt;/span&gt; (dito especialmente na Argentina) não se especifica que tem a característica de ser, lamentavelmente, um dos piores insultos que podem lá dizer. Aliás, após perguntar aos responsáveis de exteriores de Costa Rica e do Salvador, ambos dixêrom desconhecer a existência desse significado da palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gallego&lt;/span&gt;, polo qual deve de ser uma acepção muito minoritária. E, mesmo assim, figura no dicionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gallego&lt;/span&gt; é antes parvo e tartamudo do que a língua dos galegos, aliás de ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;natural da Espanha&lt;/span&gt; sem significado pejorativo nenhum, ainda que esteja bem claro que sim tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outra banda, se os dicionários recolhessem tópicos, bem poderiam estar alguns tão utilizados e engraçados como o da expressão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser de Cádiz&lt;/span&gt;/&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser de Cádis&lt;/span&gt;, que para meus avôs sempre foi sinónimo de ser homossexual. Ou mesmo poderia ficar reflexada a opinião que tem alguma gente dos naturais de distintos países: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;catalães avaros, bascos terroristas, andaluzes preguiceiros, madrilenos chulos, aragoneses brutos ou rudes, ciganos ladrões, franceses afeminados, alemães alcoólicos... e um feixe de tópicos que incomodarão a tanta gente que os académicos teriam de capitular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais raiva dá é ver como os representantes dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Socialistas&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Populares&lt;/span&gt;   rejeitam a proposta alegando deverem preservar sempre a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;independência&lt;/span&gt; da Academia. Resulta que o PP procura sempre o intervencionismo do Estado em todo o que não tenha a ver com empresas amigas e agora pretendem dar leições de respeito às instituições. Fodidos hipócritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se passa é que uma proposta vinda da Galiza não é tomada em consideração polo simples facto de não haver galego nenhum que se poda incomodar e, por exemplo, recuar na assinatura dum contrato milionário, cancelar subvenções para tal cousa, despedir o curmão de tal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;amigo&lt;/span&gt; ou a filha de aqueloutro. Os poucos galegos com dinheiro decidírom há muito que o de ser galego não ia com eles. Por algo o dinheiro não entende de país, nem língua, nem hóstias em vinagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mentres nós continuaremos a ser parvos e tatejos. Isso sim, respeitando a independência de quatro anormais que decerto saberão que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gallego&lt;/span&gt;, algures, significa parvo e tatejo. Mas não estarão tão cientes é de que, a partir de agora, a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;académico&lt;/span&gt; passe de ser "&lt;span class="eAcep"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Individuo perteneciente a una corporación &lt;/span&gt;&lt;span class="eRefLema"&gt;&lt;b style="font-style: italic;"&gt;académica&lt;/b&gt;" a ser cagalhão ou, como eles estarão mais afeitos a escuitar, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gilipollas&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-4891147201884590529?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/05/hipocrisia.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-3434628264065543059</guid><pubDate>Sat, 03 Mar 2007 17:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-03T18:54:17.628+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Sentimentos</category><title>Adeus</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não topo as palavras. Não sei explicar... o que significaste para mim. O que significas. Não há palavras no mundo que podam fazer que me entendas. Hei-de lembrar que nunca foste de muitas palavras. Mesmo assim, ocupas um lugar imenso no meu coração. Enorme. E já não estás. Começarás a fazer parte do mundo que che deu a vida, a muitos quilómetros donde nasceste. Os seres humanos nem se decatárom da tua existência, mas eu sim. Nunca te esquecerei. Por esse carinho silencioso que sempre me deste sem pedir nada a câmbio. Por olhar-me com essa ternura inocente que apenas tu podias transmitir. O resto do mundo pudo ignorar-te. Mas não eu. Se de mim depende, viverás sempre no meu coração, nas minhas lembranças. Sempre. O meu solitário pranto e as minhas lágrimas servirão para che dar a despedida que mereces. Adeus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_W_9msGXHvHE/Rem1_gg-l3I/AAAAAAAAAAk/iIyvCRWiFf4/s1600-h/Micha05+c%C3%B3pia.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_W_9msGXHvHE/Rem1_gg-l3I/AAAAAAAAAAk/iIyvCRWiFf4/s320/Micha05+c%C3%B3pia.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037757760855250802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-3434628264065543059?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/03/adeus.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_W_9msGXHvHE/Rem1_gg-l3I/AAAAAAAAAAk/iIyvCRWiFf4/s72-c/Micha05+c%C3%B3pia.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-8668203596359515308</guid><pubDate>Sun, 04 Feb 2007 04:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:09:56.238+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Razão e Força</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Internacional</category><title>Legislação Universal?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo este artigo para denunciar a grande hipocrisia que impera na sociedade espanhola, especialmente no âmbito da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na televisão da Espanha podem ver-se estes dias comentários de mil e um palhaços a opinar sobre a situação particular de Iñaki de Juana Chaos. Este homem foi acusado, julgado e condenado por vários assassinatos relacionados com o terrorismo da ETA em 1987 e cumpriu a sua condena em diversos cárceres espanhóis. Até cá tudo mais ou menos previsível: um senhor comete uns assassinatos, demonstra-se e, portanto, aplica-se um castigo associado a esse crime, neste caso tantos anos de cárcere. Quando o período de confinamento rematasse, este senhor teria de sair à rua, como qualquer delinquente que pague por um delito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema vem quando certas pessoas que não compreendem o conceito "igualdade perante a lei" começam a se queixar polo final da pena e, argúcias legais mediante, argumentam que este senhor merece outros tantos anos no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;caldeiro&lt;/span&gt; por escrever dous artigos num periódico basco, alegando que estes fão apologia do terrorismo. Não estou certo de isso ser correcto mas, embora assim fosse, não entra numa mente racional castigar com mais de dez anos de cárcere as palavras duma pessoa, por muito violentas, xenófobas, racistas ou apologistas de qualquer ideia detestável que estas forem. Certo é que as palavras têm o seu peso. Porém, penso que é uma pena totalmente desproporcionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história tem, todavia, partes mais surpreendentes. De Juana declarou-se em greve/folga de fome há dous ou três meses, começando a ser alimentado artificialmente e contra a sua vontade em Dezembro passado. E parece ser que a sua saúde, como é natural, começou a se ressentir. Perante esta situação, a Audiência &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nacional&lt;/span&gt; espanhola tinha de decidir o quê faziam com ele: mantê-lo vigiado na casa ou ordenar a sua volta ao cárcere - neste caso permaneceria no Hospital no que está agora até ao final do seu protesto. Os encarregados do seu caso eram quatro juízes, três deles de tendência... poderíamos dizer... &lt;span style="font-style: italic;"&gt;progressista&lt;/span&gt;. Aqui vem o bom: novamente argúcias legais mediante, conseguem que a votação do assunto se faga pola Audiência na sua totalidade. Isto não teria maior importância se não fosse improcedente e com fins determinados, já que a maioria da Audiência foi nomeada em tempos do PP (mistura de ultradireita, classe acomodada e milhões de pessoas humildes ligadas a esse precioso espectáculo chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;suicídio colectivo&lt;/span&gt;). Esta maioria amostra uma clara tendência conservadora, pregando-se às directrizes do partido antes nomeado. Portanto, que a totalidade da Audiência decidisse neste assunto era importante para manter esse senhor no cárcere, embora tenha cumprido a sua pena segundo a legislação actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é acaso um preso como qualquer outro? Alguns dirão que não, que os casos de terrorismo são distintos. Mas, então é que este senhor está a ter problemas porque a sua violência não é de qualquer tipo, mas com conteúdo político. Do que se deduz que no Estado espanhol hoje há presos por motivos políticos. Não mudou nada desde que ao tio Paco lhe deu por finar. É que chamam democracia a qualquer merda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-8668203596359515308?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/02/legislao-universal.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-742195897675376206</guid><pubDate>Sun, 04 Feb 2007 00:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:10:25.170+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Internacional</category><title>Tertúlias políticas na Espanha</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na TVE1, o primeiro canal criado na Espanha, têm um programa nas manhãs que conta com uma apresentadora e vários contertúlios. O objectivo destes últimos é dar a aparência de terem um debate com diversidade de opiniões, combatendo argumentos com mais argumentos... mas é tudo uma máscara que agacha um particular jeito de pensar, com algum pequeno matiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro dia, tivêrom a gentileza de convidar o actual Presidente da Junta da Galiza, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maese&lt;/span&gt; Tourinho (cai-lhe melhor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Torito&lt;/span&gt;). Surpreendeu-me por ele tentar, polo menos, aparentar que a sua presença no programa não fai parte da contínua campanha que mantêm os políticos para se enchirem as sacas de votos. Por uma vez não foi tão descarada essa assumida intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não tudo pode ser assim tão perfeito. Os contertúlios, que até esse momento também davam a falsa sensação de representarem diversas correntes de pensamento existentes na rua, cometêrom o pecado de tirarem as máscaras. Um deles não suportou essa curiosidade morbosa que todo ser humano tem no interior e fizo ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Torito&lt;/span&gt; a seguinte pergunta: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E quê tal é isso de ter nacionalistas no governo?&lt;/span&gt; O que, dado o tom no que se formulou a pergunta e as caras de expectação de todos os presentes, bem podia ter a sua equivalência noutro contexto a: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E quê tal é isso de foder polo cu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou muito farto de os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não-nacionalistas&lt;/span&gt; espanhóis - se isso realmente existe - tratarem os que sim são - nacionalistas, que não espanhóis - com essa condescendência que os fai crer-se com a verdade, como se os que vem uma nação que não é aquela com a que eles se identificam fossem pobres ânimas desamparadas, ignorantes, paletos, que não podem perceber a verdade verdadeira, feio pleonasmo do que unicamente eles são possuidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu particular ideário existe a visão de que a Galiza deve ter um regime político que garanta os direitos dos galegos como indivíduos e dos mesmos como povo. Se esse regime não os garante, tentemos cambiá-lo para isso ocorrer. Se, mesmo assim, topamos com uma oposição férrea a atingirmos esses direitos, podemos falar então doutras vias, por exemplo a independência. Qualquer pessoa com um mínimo de inteligência veria que uma parte de mim reconhece um povo ou uma nação com a que se identifica - alguns chamariam-me nacionalista por isso -  e, porém, outra está aberta a qualquer tipo de regime político, não necessariamente a via independentista e muito menos a intransigência - alguns chamariam-me não nacionalista. Portanto, que venham estes sisudos contar-me o quê tem de mau, peculiar ou notável ter nacionalistas no governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E será que o problema têm-no eles que, na sua cerração mental identificam tudo aquilo que não for Espanha e espanholismo com narcisismo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chauvinismo&lt;/span&gt;, etnocentrismo e um feixe de   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ismos &lt;/span&gt;que não querem nem ver? Por que é que nas únicas manifestações onde se vem bandeiras espanholas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;constitucionais&lt;/span&gt; são aquelas convocadas e apoiadas por organizações e partidos de extrema direita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vinha bem ao panorama político de Madrid seria um feixe de partidos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nacionalistas&lt;/span&gt; com claras ideias de uma Espanha federal, mesmo confederal. A ver quem é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chauvinista&lt;/span&gt; então.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-742195897675376206?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/02/tertlias-polticas-na-espanha.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-6427939760722641163</guid><pubDate>Mon, 22 Jan 2007 19:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:26:23.701+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Verborreia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Língua</category><title>Moeda</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outro dia estava a falar com a moça de língua (para variar. Acaso errei na minha profissão). Sem querermos, saiu desse mundo das Ideias de que falava Platão certo símil que gostaria de pôr neste blogue, aguardando que sirva para ajudar os anti-reintegracionistas a olhar a questão da língua doutro jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colhamos duas moedas de... 2 euros, por exemplo. É possível topar entre elas inúmeras pequenas diferenças. Tantas que se pode dizer que são distintas. Porém, existe algo comum às duas: a essência, o material de que estão feitas. A maior parte da sua forma, os componentes, tudo é comum para as duas moedas. Excepto esses ínfimos detalhes que as fão únicas e irrepetíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trasladando o símil à língua, esses pequenos detalhes podem ser variantes dialectais (especialmente formas verbais), léxico específico, etc. Porém, o material de que estão feitos é o mesmo. Esquecêndomos a diversidade de ortografias que há actualmente para grafar a versão aquém-Minho do português -que afinal não deixam de ser arbitrárias-, não há diferenças formais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo que esta palhaçada ajude alguma pessoa com prejuízos a perdê-los.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-6427939760722641163?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/01/moeda.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-4799799760589982546</guid><pubDate>Wed, 10 Jan 2007 14:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:11:35.584+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Humanidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Verborreia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Internacional</category><title>Volta ao mundo</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após quinze dias fora do mundo, com feixes de parabéns polo novo ano, por um bom Natal, por umas felizes festas... volto ao mundo de merda onde importa mais o lucro de uns que a fome de outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semelha que as festas põem nostálgicos os milionários e famosos, porque não deixam de surgir iniciativas para os meninos do quinto caralho não passarem sem joguetes nem brincadeiras. É curioso: podem passar sem comer ou sem beber água limpa, mas não sem jogar. Merda de dupla moral e hipocrisia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo é que é melhor isso do que nada, mas os cidadãos devemos reclamar que a solidariedade não seja cousa de festas ou celebrações, mas algo quotidiano e natural. Que todos os dias os países mais industrializados e desenvolvidos levem aos que não o estão material e meios para formarem a gente e dar-lhes um futuro como vila, país ou região. E, sobretudo, para lhes darem um futuro como pessoas. Que não se limitem a enviar roupa ou comida. Que lhes levem o suficiente para que dentro de pouco tempo eles podam ser auto-suficientes, autónomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai contara-me uma parábola sobre isto. Se a uma pessoa lhe dás um peixe comerá hoje. Se lhe dás uma cana e lhe ensinas a pescar, comerá toda a vida. Pois isso: menos peixe e mais canas e lições de pesca.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-4799799760589982546?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2007/01/volta-ao-mundo.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-8050485067629435991</guid><pubDate>Thu, 28 Dec 2006 16:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-26T11:47:05.811+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Língua</category><title>Guia de leitura para galegos não lusófonos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;... ou que não se considerem tal. Se for este último caso, pensarão que este blogue está escrito num (im)perfeito português. Bem, está escrito em português, mas na medida em que um blogue português está escrito em galego, um andaluz ou venezuelano em castelão, um menorquim ou barcelonês em catalão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Por que parece português?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Porque é. O português é a denominação internacional da língua criada no Noroeste da Península Ibérica, expandida cara ao Sul e Leste em diversos momentos históricos. Posteriormente, cruzou o Oceano até a América, a China, África... de mãos dos portugueses, daquela já um Estado independente. O português recebe, às vezes, diversos nomes que não se correspondem com a denominação internacional: galego, brasileiro, timorense, eunaviego, alentejano todas elas denominações de variantes particulares. O caso da variante galega tem política polo meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Um pouco de História&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O Estado português atingiu a independência em 1128. As línguas faladas nas duas beiras do rio Minho eram idênticas, com os traços dialectais lógicos. A História da Galiza não ajudou os nobres da época que, em duas guerras fratricidas pola Coroa de Castela apoiárom sempre o bando perdedor. Esta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;traição&lt;/span&gt; foi paga com desterro, substituindo a nobreza autóctone por forânea, utentes de castelão. A partir desse momento, todos os documentos legais serão redigidos na língua dos castelãos. Dão começo os chamados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Séculos Escuros&lt;/span&gt;, uma época especialmente ominosa da História da Galiza, sobretudo no que à língua atinge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento começárom a misturar-se as duas línguas: castelão e português (ou galego, tanto tem). O povo não tinha acesso a educação nenhuma e, os poucos privilegiados que dispunham dela, faziam-no exclusivamente na língua dos seus vizinhos castelãos. O castelão converteu-se em língua do poder na Galiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A variante galega do português conseguiu sobreviver assim até o século XIX, no que tem lugar o movimento chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rexurdimento&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ressurgimento&lt;/span&gt;. Diversos intelectuais conscientizados começam a fazer movimentos em prol do galego para dignificá-lo e elevar o seu status ao de língua culta, como o resto de línguas nacionais europeias. Posteriormente este movimento dará lugar ao chamado nacionalismo galego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XX, os meios de comunicação previamente inexistentes fizêrom ainda mais simples a tarefa uniformizadora do Estado espanhol, já que publicidade, rotulação, rádio, imprensa e, posteriormente, televisão, estarão unicamente em castelão. Pode estar aqui o momento no que o português falado na Galiza se aproximou mais do castelão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Galego e português&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na Galiza, além de castelão e português, é falado um conjunto de dialectos crioulos que recebe os nomes de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;castrapo&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;portunhol&lt;/span&gt;, mistura de português e espanhol. Certas características do castelão fôrom introduzindo-se deste jeito em muitos dos dialectos galegos do português, sendo assimiladas de tal jeito que se reconhece &lt;span style="font-style: italic;"&gt;oficialmente&lt;/span&gt; que fão parte do galego, embora sejam características próprias do castelão. Isto é assim com, por exemplo, grande parte dos fonemas, como pode ser a substituição do lateral palatal (representado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lh&lt;/span&gt;) polo fonema que em castelão representa o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;y&lt;/span&gt; e que caracteriza o chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;yeísmo&lt;/span&gt;, ou as versões semiabertas de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e&lt;/span&gt;, em progressiva desaparição pola pronúncia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;neutra&lt;/span&gt; (quer dizer, castelã) das cidades e dos meios de comunicação; certas construções (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vamos "a" comer&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vamos comer&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"de" não chegares a tempo&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se não chegares a tempo&lt;/span&gt;); mesmo uma parte importante do vocabulário culto ou semiculto (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;pressupostos&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;orçamentos&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;benefício&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lucro&lt;/span&gt;), por vezes patrimonial (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;naide&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ninguém&lt;/span&gt;, adaptando-a da palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nadie&lt;/span&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, existe na Galiza uma aversão das classes dominantes, utentes de castelão, à aproximação de Portugal por parte dos galegos. Vê-se como um perigo potencial, já que se identifica aproximação cultural ou linguística com política. Deste jeito, a pretensa unidade da Espanha, seguidora do modelo jacobinista pós-Revolução Francesa, ficaria em águas de bacalhau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A isto há que acrescentar um medo imenso de diversos sectores galeguistas à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;perda de identidade&lt;/span&gt; que suporia para eles esse achegamento. Por isso, dentro dos movimentos culturais a prol do galego, existem também os defensores duma língua galega &lt;span style="font-style: italic;"&gt;auto-identificada&lt;/span&gt;. Quer dizer, galego e português são, segundo estas teses, duas línguas diferentes, embora se poda falar dum &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tronco comum&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Previamente surgiram as teses &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reintegracionistas&lt;/span&gt;, que procuram o reconhecimento do galego como parte da lusofonia com todo o que isto supõe. Por exemplo: representação galega no âmbito linguístico, facilidades no comércio com Portugal (mesmo com o Brasil), intercâmbios de estudantes sem dificuldade ou, no aspecto da língua escrita, desaparição de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;traduções&lt;/span&gt; do galego ao português e vice-versa, podêndomos ter os galegos uma imensa biblioteca na nossa língua, cousa que hoje é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Características da ortografia reintegrada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com respeito à ortografia espanhola (ou baseada na espanhola) que utiliza a RAG, um utente do português da Galiza pode perceber as seguintes diferenças:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;ç. Cê cedilhado (a cedilha é o sinal gráfico sob o c) utiliza-se seguido de &lt;i&gt;a, o&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;u,&lt;/i&gt; para lhe dar (na escrita etimológica ou histórica) o valor de «s» surdo (que tem na Galiza sesseante e que não impede a realização como «z» que tem nas outras áreas do país) [&lt;a href="http://www2.blogger.com/img/gl.link.gif"&gt;Dicionário e-Estraviz&lt;/a&gt;]. Este sinal gráfico entrou no galego polo Caminho de Santiago na época trovadoresca. Tem origem provençal. Ainda é conservado, por exemplo, em francês e catalão.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;~. Til de nasalidade, sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a&lt;/span&gt; ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o&lt;/span&gt;. Utilizado especialmente em terminações como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-ão&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; -ã&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-ães &lt;/span&gt;ou&lt;span style="font-style: italic;"&gt; -ões&lt;/span&gt;.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;`. Acento grave, sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a&lt;/span&gt;. Indica atonicidade na contracção de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a&lt;/span&gt; (prep.) + &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a&lt;/span&gt; (artigo): &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fomos à lareira&lt;/span&gt;. Assim existe diferença gráfica entre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;à&lt;/span&gt; (contracção), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a &lt;/span&gt;(preposição ou artigo) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;á&lt;/span&gt; (substantivo. Asa).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;^. Acento circunflexo, indicativo de som fechado das vogais &lt;i&gt;a, e, o&lt;/i&gt;. Tira o som agudo à vogal &lt;i&gt;a&lt;/i&gt; (câmara).&lt;/li&gt;&lt;li&gt;nh. &lt;span&gt;Ene agá&lt;/span&gt;. Este dígrafo representa o fonema consonântico palatal nasal, o que em castelão é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;enhe&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ñ&lt;/span&gt;. Também de origem provençal.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;lh. &lt;span&gt;Ele agá&lt;/span&gt;. Igualmente um dígrafo de origem provençal. Representa o fonema consonântico lateral palatal.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;ss. Esse duplo. Utilizado entre vogais em formas verbais do Presente de conjuntivo (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantasse&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trouxesse&lt;/span&gt;), palavras como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;nosso&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vossa&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;essa&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isso&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;assunto&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;associação&lt;/span&gt;, etc. Tem uma pronúncia idêntica à do esse simples, polo que não deveria causar dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;y. Ípsilon. Grafema de origem grega, utilizado como caractere especial para palavras estrangeiras.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;k. Cá ou capa. O mesmo que o anterior.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;w. Uvê duplo, vê duplo, duplo vê, etc. (no resto da lusofonia acho que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dáblio&lt;/span&gt;). Emprega-se apenas nalgumas palavras derivadas ou importadas do inglês, do alemão ou doutro idioma.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;j. Jota. Utiliza-se para representar o fonema fricativo palatal surdo diante de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;u&lt;/span&gt;. Como excepções estão os ditongos e algumas palavras. No resto da lusofonia representa um fonema sonoro. Exemplos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;já&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;janela&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jota&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;judeu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span&gt;Utilização do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;g&lt;/span&gt; diante de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;i&lt;/span&gt;. Esta ortografia conserva, neste aspecto, a etimologia das palavras: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;geografia&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gíria&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;geonlho&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ginásio&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Acentuação de palavras proparoxítonas ou esdrúxulas que no galego RAG são grafadas como paroxítonas ou graves: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;história&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paciência&lt;/span&gt;. Isto é assim porque a separação de fonemas que seguem as normas oficiais considera ditongos as combinações &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ia&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;io&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ua&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;uo&lt;/span&gt; ou mesmo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ie&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ue&lt;/span&gt;. Se os consideramos hiatos, como de facto pronunciam uma grande parte de galegos (especialmente no âmbito rural), devemos grafá-los como tais.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;A maior parte do léxico que emprego está escolhido a propósito para, sem deixar de ter preferência por formas familiares para mim e para os galegos, aproximar o texto a um código compreensível por qualquer lusófono.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-8050485067629435991?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2006/12/guia-de-leitura-para-galegos-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-2837393843853669967</guid><pubDate>Mon, 25 Dec 2006 13:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:12:48.892+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Internacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Língua</category><title>Guia de leitura para lusófonos não galegos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pudem saber estes dias que de quando em vez cai algum lusófono neste blogue, cousa que me alegra muito. O facto fizo-me pensar em pôr um breve guia com (especialmente) formas verbais que, gírias aparte, no galego são distintas do português doutras terras. Lá vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder:&lt;br /&gt;podo - posso&lt;br /&gt;pudem - pude&lt;br /&gt;pudo - pôde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer:&lt;br /&gt;fago - faço&lt;br /&gt;fás - fazes&lt;br /&gt;fai- faz&lt;br /&gt;fão - fazem&lt;br /&gt;fizem/figem - fiz&lt;br /&gt;fizo/fijo - fez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer:&lt;br /&gt;dis - dizes&lt;br /&gt;di - diz&lt;br /&gt;dixem - disse (eu)&lt;br /&gt;dixo - disse (ele)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(O resto de formas com &lt;/span&gt;dix&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- têm a correspondência em &lt;/span&gt;diss&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-. Não concordo muito com esse jeito de grafar estas últimas formas dado que, assim escritas, pode-se pensar que se pronunciam /'diksem/ e /'dikso/, quando soam mais parecidas ao que se grafaria como "digem" e "dijo". O fonema que representa esse xis seria como o de &lt;/span&gt;caixa&lt;span style="font-style: italic;"&gt; e &lt;/span&gt;seixo&lt;span style="font-style: italic;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pôr:&lt;br /&gt;pugem - pôs (eu)&lt;br /&gt;pujo - pôs (ele)&lt;br /&gt;pugemos - pusemos&lt;br /&gt;pugestes - pusestes&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(O resto de formas com &lt;/span&gt;pug&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- têm a sua equivalência em &lt;/span&gt;pus&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer:&lt;br /&gt;quigem - quis (eu)&lt;br /&gt;quijo - quis (ele)&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(O resto de formas analogamente a pôr)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter/Estar:&lt;br /&gt;[es]tivo - [es]teve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser:&lt;br /&gt;são (eu) - sou&lt;br /&gt;são (eles) - são&lt;br /&gt;fum - fui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver, Ler, etc:&lt;br /&gt;vem - vêem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir:&lt;br /&gt;vás - vais&lt;br /&gt;fum - fui&lt;br /&gt;vaia - vá&lt;br /&gt;vaias - vás&lt;br /&gt;vaiamos - vamos&lt;br /&gt;vaiades - vades&lt;br /&gt;vaiam - vão (Pres. conjuntivo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vir:&lt;br /&gt;vens/vés - vens&lt;br /&gt;vinheste - vieste&lt;br /&gt;véu - veio&lt;br /&gt;vinhemos - viemos&lt;br /&gt;vinhestes - viestes&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Analogamente &lt;/span&gt;vinh-&lt;span style="font-style: italic;"&gt; por &lt;/span&gt;vi-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; excepto o Pretérito Imperfeito&lt;/span&gt; de indicativo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedir:&lt;br /&gt;pedo - peço&lt;br /&gt;peda - peça&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(S&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;imilarmente &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o resto de tempos verbais com &lt;/span&gt;&lt;span&gt;ped-&lt;span style="font-style: italic;"&gt; por &lt;/span&gt;peç&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;-)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Perder:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;perdo - perco&lt;br /&gt;perda - perca&lt;br /&gt;perdamos - percamos&lt;br /&gt;perdam - percam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os galegos não utilizamos tempos compostos. Apenas como perífrases, entre as que se destaca &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ter&lt;/span&gt;+&lt;span style="font-style: italic;"&gt;particípio &lt;/span&gt;&lt;span&gt;(perfectivo-reiterativa)&lt;/span&gt;, com o significado de existência dum hábito prévio. Exemplo:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Já tenho visto esse homem mais vezes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;tem o significado de não ser a primeira nem a segunda vez que vejo esse homem, mas ser habitual para mim vê-lo. Assim, os galegos diríamos algo como&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O homem havia chegado ao seu final&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;utilizando o Antepretérito (Pretérito mais-que-perfeito simples), ficando assim:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O homem chegara ao seu final&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contempla-se a existência do Gerúndio pessoal de 1ª pessoa do plural: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantândomos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos galegos utilizamos o pronome átono &lt;span style="font-style: italic;"&gt;che&lt;/span&gt; com a função de Objecto/Complemento Indirecto:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rompim-che um braço &lt;/span&gt;(Rompim [um braço (OD)] [a ti (OI)])&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A chuva molhou-te&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (A chuva molhou [a ti (OD)])&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande maioria dos galegos rematam o Pretérito (ou Pret. Perf. Simples) com a terminação -&lt;span style="font-style: italic;"&gt;che&lt;/span&gt;, ficando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comiche&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantache&lt;/span&gt;, que no resto da lusofonia se di &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comiste&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantaste &lt;/span&gt;ou, mesmo, com outra pessoa gramatical: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comeu&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantou (você)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo jeito, é maioritário o uso da terminação -&lt;span style="font-style: italic;"&gt;des&lt;/span&gt; para o que se costuma usar -&lt;span style="font-style: italic;"&gt;is&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comedes&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comeis&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantaríades&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantaríeis&lt;/span&gt;, etc. Note-se a diferença no Futuro do pretérito (simples) de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantaríais&lt;/span&gt; (galega) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantaríeis&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, as formas do Pretérito da 3ª pessoa do plural rematam-se e -&lt;span style="font-style: italic;"&gt;árom, &lt;/span&gt;-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;êrom&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;írom&lt;/span&gt;, enquanto no resto da lusofonia é utilizada a mesma forma que no Antepretérito. Por exemplo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantárom&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cantaram&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comêrom&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comeram&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;partírom&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;partiram&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também existe uma nasalidade (-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;m&lt;/span&gt;) no final de muitas formas verbais: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comim&lt;/span&gt; por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comi&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trouxem&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trouxe&lt;/span&gt;, que não deveriam causar dificuldade num leitor não galego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ligação entre um verbo e um pronome leva muitas vezes um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;-n-&lt;/span&gt; depois duma forma verbal com nasalidade ou um ditongo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comim-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;n&lt;/span&gt;o&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comprei-&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;n&lt;/span&gt;a&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um alomorfo do advérbio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;muito&lt;/span&gt;: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mui&lt;/span&gt;. Utiliza-se acompanhando um adjectivo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A casa é mui(to) grande&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os galegos ainda conservamos a denominação pagã dos dias da semana perante a cristã, imperante no resto da lusofonia:&lt;br /&gt;Luns - Segunda-feira&lt;br /&gt;Martes - Terça-feira&lt;br /&gt;Mércores - Quarta-feira&lt;br /&gt;Joves - Quinta-feira&lt;br /&gt;Venres - Sexta-feira&lt;br /&gt;São substantivos masculinos; portanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o Luns&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;no Luns&lt;/span&gt;... A diferença do que se pudesse pensar, não são palavras adaptadas do castelhano, embora a sua conservação seja por influxo directo desta língua. A realidade é que a maior parte dos falantes não usa nenhuma das duas formas, optando polas puramente castelhanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também utilizamos as palavras tradicionais para as comidas ao longo do dia:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; almorço&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pequeno almoço&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jantar&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;almoço&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ceia&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jantar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir vão uma série de palavras soltas. Algumas são muito simples, mas ponho-as por se houver algum problema e para remarcar as absurdas diferenças existentes. Lá vão:&lt;br /&gt;pola/o(s) - pela/o(s)&lt;br /&gt;dous - dois (masculino)&lt;br /&gt;duas - dois (feminino)&lt;br /&gt;cousa - coisa&lt;br /&gt;canão - canhão&lt;br /&gt;pena - penha&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-2837393843853669967?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2006/12/guia-de-leitura-para-lusfonos-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-3102073164458146677</guid><pubDate>Wed, 13 Dec 2006 11:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:14:12.419+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Razão e Força</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Internacional</category><title>Despedida do Presidente Salvador Allende</title><description>&lt;p style="text-align: justify;" class="spip"&gt;Apresento a locução do Presidente de Chile, Salvador Allende, como despedida ao povo chileno no momento em que estivo ciente da iminência da sua morte. Este texto deve fazer-nos lembrar que certos filhos da puta não devem ficar impunes, mesmo mortos. Franco e Pinochet, os primeiros.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="spip"&gt;&lt;i class="spip"&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p class="spip"&gt;&lt;i class="spip"&gt;Esta será, seguramente, la última oportunidad en que me pueda dirigir a ustedes. La Fuerza Aérea ha bombardeado las torres de Radio Portales y Radio Corporación. Mis palabras no tienen amargura, sino decepción, y serán ellas el castigo moral para los que han traicionado el juramento que hicieron.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="spip"&gt;&lt;i class="spip"&gt;Soldados de Chile, comandantes en jefe y titulares…al almirante Merino… el general Mendoza, general rastrero que sólo ayer manifestara su solidaridad y lealtad al gobierno, también se ha denominado director general de Carabineros.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="spip"&gt;&lt;i class="spip"&gt;Ante estos hechos sólo me cabe decirle a los trabajadores: Yo no voy a renunciar. Colocado en un tránsito histórico pagaré con mi vida la lealtad del pueblo. Y les digo que tengo la certeza que la semilla que entregáramos a la conciencia digna de miles y miles de chilenos no podrá ser cegada definitivamente. Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales ni con el crimen, ni con la fuerza. La historia es nuestra y la hacen los pueblos. Trabajadores de mi patria: Quiero agradecerles la lealtad que siempre tuvieron, la confianza que depositaron en un hombre que sólo fue intérprete de grandes anhelos de justicia que empeño su palabra en que respetaría la constitución y la ley, y así lo hizo. Es este momento definitivo, el último en que yo pueda dirigirme a ustedes. Espero que aprovechen la lección. El capital foráneo, el imperialismo, unido a la reacción, creó el clima para que las Fuerzas Armadas rompieran su tradición: la que les señalo Schneider y que reafirmara el comandante Araya, víctima del mismo sector social que hoy estará en sus casas esperando con mano ajena conquistar el poder para seguir defendiendo sus granjerías y sus privilegios. Me dirijo, sobre todo, a la modesta mujer de nuestra tierra: a la campesina que creyó en nosotros; a la obrera que trabajó más, a la madre que supo de su preocupación por los niños. Me dirijo a los profesionales de la patria, a los profesionales patriotas, a los que hace días están trabajando contra la sedición auspiciada por los colegios profesionales, colegios de clase para defender también las ventajas de una sociedad capitalista. Me dirijo a la juventud, a aquellos que cantaron y entregaron su alegría y su espíritu de lucha; me dirijo al hombre de Chile, al obrero, al campesino, al intelectual, a aquellos que serán perseguidos, porque en nuestro país el fascismo ya estuvo hace muchas horas presente en los atentados terroristas, volando puentes, cortando las vías férreas, destruyendo los oleoductos y los gasoductos, frente al silencio de los que tenían la obligación de proceder… …la historia los juzgará. Seguramente Radio Magallanes será acallada y el metal tranquilo de mi voz no llegará a ustedes. No importa me seguirán oyendo. Siempre estaré junto a ustedes, por lo menos mi recuerdo será el de un hombre digno que fue leal con la patria. El pueblo debe defenderse, pero no sacrificarse. El pueblo no debe dejarse arrasar ni acribillar, pero tampoco puede humillarse.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="spip"&gt;&lt;i class="spip"&gt;Trabajadores de mi patria: Tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres el momento gris y amargo, donde la traición pretende imponerse. Sigan ustedes sabiendo que, mucho más temprano que tarde, se abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre, para construir una sociedad mejor.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="spip"&gt;&lt;i class="spip"&gt;¡Viva Chile, viva el pueblo, vivan los trabajadores!&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="spip"&gt;&lt;i class="spip"&gt;Éstas son mis últimas palabras, teniendo la certeza de que el sacrificio no será en vano. Tengo la certeza de que, por lo menos, habrá una sanción moral que castigará la felonía, la cobardía y la traición.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="spip"&gt;Salvador Allende, 11 de Setembro de 1973&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="spip"&gt;Este sim é um 11 de Setembro para lembrarmos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-3102073164458146677?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2006/12/despedida-do-presidente-salvador.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-1856572426385666443</guid><pubDate>Sat, 25 Nov 2006 19:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-26T12:29:48.962+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caralhadas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Informática</category><title>Humor do programador</title><description>Empty your memory&lt;br /&gt;with a free()&lt;br /&gt;like a pointer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you cast a pointer to an integer&lt;br /&gt;it becomes the integer.&lt;br /&gt;If you cast a pointer to a struct&lt;br /&gt;it becomes the struct.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The pointer can Overflow&lt;br /&gt;or it can crash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Be a pointer my friend.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-1856572426385666443?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2006/11/humor-do-programador.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-4208923950041683749</guid><pubDate>Fri, 24 Nov 2006 13:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:15:17.982+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Razão e Força</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>La Cosa Nostra</category><title>A razão da força</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os que ainda pretendem convencer-me de que vivemos numa democracia, cá vai a carta de dous galegos detidos em 21 e 22 de Novembro. Ou seja, em Terça e Quarta-feira desta semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;CARTA DOS DOUS JOVENS ESTUDANTES DA USC DETIDOS E TORTURADOS EM 21 E 22 DE NOVEMBRO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ante a gravidade dos factos acontecidos na capital de Galiza entre os dias 21 e 22 de Novembro, Aurélio Lopes e Iago Barros, detidos e torturado, queremos relatar o seguinte:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;1) Efectivos antidistúrbios coordenados para defender da ira popular internacionalista a charla do ex-ministro dos Asuntos Estrangeiros do Estado terrorista de Israel detivêrom-nos irregularmente a propósito de presuntos actos de desobediência e injúrias à autoridade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Minutos antes de começar a convocatória dumha concentraçom de protesto diante do prédio da Aula socio-cultural da Caixa Galicia onde Shalom Ben-Ami haveria dar umha conferência, dous agentes solicitárom o deslocamento dum carro para a nossa detençom alegando:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;a-Ter sido chamados "terroristas" por um de nós. Várias testemunhas presentes defendérom-nos conhecendo que tal feito nunca tivo lugar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;b-Desobediência à autoridade por requerirmos umha justificaçom no momento em que, sem razom algumha, se dirigírom a nós para solicitar-nos identificaçom. Esta petiçom, realizada dum jeito intimidatório e prepotente antes inclusive de ter começado a concentraçom, seria a seguir satisfeita, motivo que nom saciou a sede repressora dos membros da Polícia espanhola.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;2) Aproximadamente 20 minutos depois, fomos introduzidos numha carrinha policial compelidos por umha violência desproporcionada em que participárom umha dúzia de efectivos. Estes, arrastando-nos e agredindo-nos com patadas, forçárom-nos sem mediar palavra a penetrar no veículo. Antes de consegui-lo, Iago Barro foi brutalmente violentado nos seus genitais ao sofrer umha enorme pressom por umha mao policial, enquanto Aurélio Lopes era espancado e agredido com um cacete com que tentárom forçar-lhe o ano.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;3) Umha vez trasladados à escuadra policial, três policias fechárom o garagem no qual se detivera o veículo, deixando-nos ao "cuidado" de três agentes, entre eles os dous que levavam o carro. Após saírmos do veículo, Iago Barros foi deliberadamente espancando com dous fortes golpes de cacete no lombo e as nádegas, enquanto transcorria o primeiro "cacheio" a que fomos submetidos. O maior dos polícias presentes tivo de intervir exigindo o seu companheiro que se tranquilizasse.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;4) Levados à ante-sala dos calabouços, na qual aguardamos quase 5 horas sem ser informados sobre a nossa situaçom, fomos postos baixo vigiláncia, alternativamente desenvolvida por um ou dous agentes. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Passadas duas das 5 horas referidas, o polícia antidisturbios que provocou a nossa detençom no centro de Compostela baixou a "visitar-nos". Ante esta inesperada e agressiva apariçom e, em previssom do que puder ocorrer, os agentes encarregados de custodiar-nos abandonárom cobarde e cumplicemente a sala. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A "intervençom" desta auténtica besta supujo que Aurélio Lopes fosse agitado e insultado, trás o qual o agresor se dirigiu a Iago Barros, a quem propinou três punhadas na cabeça com a mao direita, a qual enfundara previamente numha luva de lá, mantendo ao descoberto a mao esquerda, o que pode dar ideia da intençom com que acudiu onda nós. Acompanhando a gesta de horror com insultos e ameaças consistentes em frasses como "enséñame ahora la lengua que te la troceo" ou "esta noche la vais a pasar en los calabozos. Iré a visitaros para meteros un cuerno por el culo. Preparaos". Ao abandonar o soto, e acreditando a natureza política das agressons, chamou-nos "desgraciados, bobos, terroristas".&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;5) Sobre as 22,30 horas, após o sofrimento padecido, e ante os flagrantes danos causados em genitais, costas, nádegas e cabeça, decidimos solicitar atençom médica para Iago Barros Aliás, solicitamos o Habeas Corpus devido ao intolerável procedimento da detençom seguido pola Polícia espanhola em todo o momento, interpretado ao ritmo de falsidades, insultos, ameaças e agressons.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se a primeira petiçom foi demorada até as 2 da madrugada, a segunda foi denegada polo juíz, que nom achou irregularidades no procedimento.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;6) Um de nós, a tratamento médico crónico de dous órgaos vitais, dirigiu-se à polícia com a finalidade de lhe ser facilitada a medicaçom precisa. A reacçom, semelhante às anteriores, foi afirmar que "isso fai-se num momento". Duas horas depois ninguém perguntara sequer qual era a medicaçom necessária, malia a nossa permanente insistência sobre este aspecto.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A medicaçom, solicitada às 22.30 para ser tomada às 23 horas, foi facilitada de jeito incompleto por serviços hospitalários às 03.30 da madrugada.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;7) Finalmente informados, por volta das 01.00 horas da madrugada da nossa situaçom de detidos em qualidade de 4 delitos atribuídos (danos, desordens públicas, resitência à autoridade e atentado), fomos internados em calabouços, onde permanecemos a noite toda até às 09.00 da manhá sermos despertados para falar com o advogado e passar a instruçom.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dito o qual, Aurélio Lopes e Iago Barros desejamos pôr em conhecimento de todo democrata galego a detençom irregular de que fomos vítimas e, particularmente, a tortura impingida durante o tempo que estivemos custodiados pola polícia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Achamos doloroso termos sido sujeitos passivos de violaçons tam brutais mas, ante todo, achamos intolerável que na Galiza do século XXI, uniformados espanhóis se dignem a torturar em dependências da Polícia espanhola jovens galegos pola sua condiçom política.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Queremos rematar reconhecendo o trabalho mais importante do processo. É esse trabalho que fixo a gente desde o primeiro momento em que fomos levados polo ár. Ainda agora, escrevendo estas linhas, lembramos com emoçom o momento no qual os concetrados e concentradas rechaçárom a violência empregada e berrárom desde a injustiça contra os armados.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Muito obrigado a todas as pessoas que saírom o mesmo dia dos feitos à rua a denunciar o acontecido, a quem se concentrou até a nossa posta em liberdade, a todas as organizaçons e colectivos que tirárom comunicados, e a todas as pessoas que se interessárom por nós.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora mais do que nunca decatamo-nos do importante de construirmos um movimento social que ante estes feitos nom tem mais regras das que a democracia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por todo isto, apelamos a massa galega comprometida com os direitos fundamentais a tomar nota do relatado e agir em conseqüência.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;dir&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;CONTRA A REPRESSOM, MOBILIZAÇOM!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;NENGUMHA AGRESSOM SEM RESPOSTA!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;TORTURAS NA GALIZA NUNCA MAIS!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;FORA AS FORÇAS DE OCUPAÇOM!!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/dir&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;P.S.: Devido a que os remetentes empregamos um correio particular para difundir a notícia, solicitamos de tod@s @s particulares e colectivos receitores, que encaminhem o texto para mais contactos e assim lograrmos a maior propagaçom. Além disto, sugerimos a possibilidade de ser pendurado o texto em todo o tipo de redes, sem modificaçom algumha (a menos que se quiger traduzir), nom sendo a ocultaçom do rosto das fotos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Acompanhamos e anexamos fotografias dos hematomas sofridos por Iago Barros.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Muito obrigados.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6396/4202/1600/437820/i314.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6396/4202/200/845487/i314.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/6396/4202/1600/437820/i314.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-4208923950041683749?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2006/11/razo-da-fora.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-2581310835510128393</guid><pubDate>Wed, 22 Nov 2006 16:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:08:13.403+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Política</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Verborreia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>O sexo dos anjos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Internacional</category><title>Cidadãos?</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes das eleições catalãs, os que olhámos a imprensa esses dias, pudemos ver nascer (mais ou menos), crescer e maturar até chegar ao &lt;i&gt;Parlament&lt;/i&gt; uma &lt;i&gt;nova&lt;/i&gt; força política catalã: Ciutadans - Partit de la Ciutadania (&lt;i&gt;Cidadãos - Partido da Cidadania&lt;/i&gt;). Para poder opinar, hei-de me informar, digo eu. A leitura do seu programa eleitoral está a ser entretida, já que, agachado num suposto &lt;i&gt;novo&lt;/i&gt; partido &lt;i&gt;dos cidadãos&lt;/i&gt; estão os snobes de sempre a dizer que não querem que os obriguem a falar catalão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro ponto do seu programa falam do&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;dret dels ciutadans de Catalunya a recórrer al Defensor del Poble &lt;/i&gt;[...] &lt;i&gt;per a defensar els seus drets i llibertats quan aquestes es vegin amenaçades pels poders públics &lt;/i&gt;[...] &lt;i&gt;autonòmics, locals o &lt;b&gt;nacionals&lt;/b&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;Reclamar este direito é natural, dado que a figura do Defensor do Povo deveria agir realmente e atender as reclamações dos cidadãos se se virem ameaçados nalgum senso por poderes... &lt;i&gt;nacionais&lt;/i&gt;? De que nação? Da espanhola, suponho, já que falam de &lt;i&gt;autonómicos&lt;/i&gt; (o que eu, por exemplo, nalguns casos, denominaria &lt;i&gt;nacionais&lt;/i&gt;. Questão de escolher as palavras). Então reconhecem a existência de uma nação. Nação que, por não ser a catalã, já lhes dá -na teoria- liberdade para se declararem &lt;i&gt;anti-nacionalistas&lt;/i&gt;. São anti-nacionalistas, mas reconhecem nações. Não compreendo. Declarar-se anti-nacionalista e não questionar a existência da &lt;i&gt;nación&lt;/i&gt; espanhola é um absurdo. É mentir à gente.&lt;br /&gt;Protestam também pola&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;indefensió que suposa per als ciutadans l'exclusivitat del Síndic de Greuges en la gestió i canalització de les queixes dels catalans sobre l'Administració autonòmica&lt;/i&gt;.&lt;/blockquote&gt;Ou seja, que não confiam no &lt;i&gt;Síndic de Greuges&lt;/i&gt;, imagino que por pertencer à administração do âmbito da Generalitat, e por isso pedem o direito a recorrer a um funcionário do âmbito estatal (&lt;i&gt;nacional&lt;/i&gt; para os &lt;i&gt;anti-nacionalistas&lt;/i&gt;). Curioso é que não desconfiem deste funcionário, nem declarem &lt;i&gt;indefensió&lt;/i&gt; neste caso. Tanto tem se há um ou vinte funcionários dispostos a escuitar as tuas queixas se não che fão caso (ou se não confias neles, claro). Que se passaria se o Defensor do Povo não escuitasse as queixas contra o governo do Estado em Madrid, como já ocorreu com o Pepê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rejeitam a&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;identificació de Catalunya amb una llengua&lt;/blockquote&gt; &lt;/i&gt;e defendem a &lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;llibertat lingüística individual com principi irrenunciable&lt;/i&gt;.&lt;/blockquote&gt;Penso que é engraçado questionar as nações do Estado espanhol se identificarem com uma língua quando o próprio Estado tem uma única língua oficial em todo o seu território: a língua de Castela. Isso não se questiona? Uma cousa é agredir as liberdades de cada pessoa, cousa com a que não estou de acordo, mas bem distinto é falar da língua que se vai usar na administração, na documentação oficial, etc. Não penso que seja uma &lt;i&gt;agressão&lt;/i&gt; de tipo nenhum exigir a um funcionário que aprenda a língua dos vizinhos para os que vai trabalhar. Se não, haverá que voltar aos grunhidos e os acenos com as mãos. Ou acaso a língua não é para nos comunicar?&lt;br /&gt;E continuam com a pêrola:&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;Catalunya és una societat bilingüe en la qual el català i el castellà conviuen &lt;b&gt;harmònicament&lt;/b&gt; i es complementen com llengües habituals d'ús, enriquint el patrimoni lingüístic i cultural de tots els catalans.&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;Estou de acordo com que o facto de os cidadãos conhecerem várias línguas enriquece uma sociedade. Porém, dizer que o catalão e o castelhano convivem &lt;i&gt;harmonicamente&lt;/i&gt; é uma total hipocrisia. As teses do &lt;i&gt;bilinguismo harmónico&lt;/i&gt; aplicadas na Galiza demonstram todos os dias o fracasso dessas mentiras. O galego, tal como se concebe, em convivência &lt;i&gt;harmónica&lt;/i&gt; com o castelhano, corre perigo de desaparecer antes de final de século. Não sei o que entenderão estes &lt;i&gt;Cidadãos&lt;/i&gt; por harmonia, mas o assassinato que está a levar silenciosamente o galego ao seu passamento não parece muito &lt;i&gt;harmónico&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rejeitam &lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;qualsevol intent de violentar, des de les instàncies oficials, la llibertat lingüística dels ciutadans en la seva activitat &lt;b&gt;privada&lt;/b&gt;, ja afecti aquesta als usos lingüístics en &lt;b&gt;empreses&lt;/b&gt; o &lt;b&gt;associacions&lt;/b&gt;, la &lt;u&gt;retolació de comerços&lt;/u&gt; o l'&lt;u&gt;atenció al client&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Acho que se estão a misturar cousas. Não é o mesmo falar dos usos linguísticos nas empresas e associações no seu âmbito privado, interno, do que falar de rotulação e atenção ao cliente, ambas ligadas à cousa pública. As empresas e associações, na teoria, existem para satisfazer necessidades dos cidadãos. E voltamos ao de sempre: se os cidadãos são catalães, a máxima instituição da que dispõem (a&lt;/span&gt;&lt;i&gt; Generalitat&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;) deverá garantir que, se esses cidadãos quiserem ser atendidos na língua da Catalunha, podam fazê-lo. Para algo é a língua própria dos catalães. Se o Estado não o protege em todo o território, será a Catalunha a encarregada de fazê-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Procurarão o &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;reflex de la realitat social i lingüística de Catalunya en la programació&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Tradução para os ingénuos: além do feixe de canais de televisão em castelhano, estes querem que os de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;titularitat autonòmica&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; também o fagam. Como todo o mundo sabe, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Televisión Española&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Antena 3&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Telecinco&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Cuatro&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;i&gt;LaSexta&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; e algum canal mais que haverá por aí são famosos por emitir em línguas distintas do castelhano. Temos de reconhecer, porém, que &lt;/span&gt;&lt;i&gt;TVE&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; emite arredor de uma ou duas horas por dia em galego (imagino que também em catalão). Deve de ser um esforço ingente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Querem eliminar as &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;i&gt;subvencions als mitjans de comunicació privats&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;», por erosionar «&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;greument l'autonomia mediàtica i la seva capacitat de crítica al nacionalisme dominant a Catalunya&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Ponhamos as cousas claras: molesta mais que haja subvenções a meios privados ou que esses meios não questionem o nacionalismo catalão? Porque na Galiza essas subvenções servírom precisamente para ocultar descaradamente as desgraças dos governos de Fraga e contar-nos as múltiplas virtudes da &lt;i&gt;nación&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; espanhola&lt;/span&gt;, e não vim nenhum destes snobes a criticá-lo. Também eu penso que as subvenções a meios privados são uma trampa, porque provocam um grado de crítica nulo para poder continuar a recebê-las, mas não se pode argumentar o motivo de que não critiquem o “nacionalismo dominante na Catalunha”. Se são independentes, têm as suas opiniões, entre as que pode estar perfectamente o seu apoio à ideologia que for. Outra cousa distinta é que misturem notícias com opiniões, como fão certas emissoras que podem ser acusadas precisamente de nacionalistas &lt;/span&gt;&lt;i&gt;espanhóis&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;. E não recebem críticas dos Ciutadans.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Além do comentado até cá, o seu programa inclui pontos nos que falam de segurança, educação, desenvolvimento sustentável, acrescentam medidas económicas que deixam tudo como está e falam também contra a violência machista (denominada com o comum eufemismo de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;de género&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;O que deduzimos deste programa eleitoral? &lt;i&gt;Ciutadans&lt;/i&gt; está composto polo mesmo tipo de pessoas que antano podiam fazer parte das filas do Partido Comunista (quem não lembra o Piqué e a Pilar del Castillo, ambos hoje no Pepê), mas com um ponto de vista mais aburguesado. Ou seja, que são os snobes de sempre que não querem falar catalão &lt;i&gt;por imposição&lt;/i&gt;. Os que ontem, pola proibição franquista, pediam falar catalão, hoje rejeitam a sua oficialidade e o seu dever de o conhecer ao mesmo nível que o castelhano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Têm um programa que se centra mais em atacar todo o referente ao nacionalismo catalão, inçado de diversas medidas pseudo-&lt;i&gt;progres&lt;/i&gt;, mas sem tocar a economia. E, já se sabe: quem não fala dalgo fai pensar que concorda. Do que se deduz que a economia é algo que não os molesta realmente. Curioso, dado que cada dia há mais pobres e a margem que separa os pobres e ricos é cada vez mais grande.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Ciutadans? Cidadãos? Não seria melhor pontualizar? Cidadãos acomodados? Ou melhor em castelhano: Ciudadanos acomodados: Ciudadanos &lt;b&gt;pijos&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt; - Partido de la burguesía.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-2581310835510128393?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2006/11/cidados.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-5256977040017638376</guid><pubDate>Wed, 22 Nov 2006 16:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:16:01.718+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Música</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Caralhadas</category><title>Projectos</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VxRfEJvf8zA"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VxRfEJvf8zA" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;Levo desde há uma semana e pouco a fazer ruído com o &lt;a href="http://acordeom.blogspot.com/2006/11/preldio.html"&gt;acordeão&lt;/a&gt; e um dos temas que pratico é o que toca este rapaz. Recebe muitas críticas por tocar com a música de fundo, mas o som que produz está muito logrado. Se o moço é um mentiroso, polo menos a mim, consegue enganar-me. Estou a observar atentamente alguns detalhes do seu jeito de tocar, quer da digitação, quer do uso do fole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia destes já porei aqui um vídeo meu a tocar. Prometo não fazer ruído.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-5256977040017638376?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2006/11/projectos.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-34429180.post-6409743822473009273</guid><pubDate>Sat, 11 Nov 2006 11:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-21T02:16:30.102+02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Música</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Verborreia</category><title>Prelúdio</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afinal dei atingido um dos meus sonhos a curto prazo. Comprei um bicho como o da fotografia que fica em baixo.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger2/6396/4202/1600/Bicho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/6396/4202/320/Bicho.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Quedou pedido para me chegar para a semana. O certo é que um &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Acorde%C3%B3n"&gt;acordeom&lt;/a&gt; de cor branca não é uma maravilha para mim. Daí que o escolhesse em preto, muito mais discreto e mais sofrido com os golpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para es interessados, as interessades e os interessadas, o bicho em questão tem 34 teclas no cantante (ou seja, no teclado de piano) e 60 baixos (os botões pretos que se premem com a mão esquerda). Também dispõe de vários registos no cantante (que se escolhem premendo as teclas pretas sobre o teclado de piano. Estes registos servem para cambiar o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Timbre"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;timbre&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; do acordeom nesse momento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As teclas do cantante estão distribuídas ao jeito dos pianos actuais, quer dizer, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cromaticamente&lt;/span&gt;. Uma escala ou um teclado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cromáticos&lt;/span&gt; têm as suas notas em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Intervalo_%28m%C3%BAsica%29"&gt;intervalos&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Semitom"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;semitons&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o que dá muitas facilidades na interpretação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os botões do baixo têm uma distribuição distinta: há duas filas de baixos propriamente ditos, e uma, duas, três ou quatro filas de acordes em distintos modos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os baixos distribuem-se separados por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quinta_%28m%C3%BAsica%29"&gt;quintas&lt;/a&gt; (ascendentes) na mesma fila, e terças entre um botão da primeira fila e o mesmo na segunda. Por exemplo: o botão central de Dó tem a um lado o de Sol e ao outro o de Fá, enquanto o botão da mesma coluna situado na segunda fila é o de Mi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As filas de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acorde"&gt;acordes&lt;/a&gt; também têm as suas notas separadas por quintas, mas a relação entre os botões duma mesma coluna não é como nos baixos. A primeira fila de acordes tem os equivalentes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Maiores&lt;/span&gt; dos baixos da primeira fila. Ou seja, o botão na mesma coluna que o Dó dá o acorde de Dó Maior.&lt;br /&gt;A segunda fila tem os equivalentes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;menores&lt;/span&gt;, polo que o botão na mesma coluna que o Dó soará como Dó menor.&lt;br /&gt;A terça fila tem os acordes da &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Nota_dominante"&gt;Dominante&lt;/a&gt;, que são os que, junto com a tríada Maior, soa a nota Dominante ou Quinta da escala. Na escala de Dó, o acorde da Dominante é Dó-Mi-Sol-Sib, sendo Sib a Dominante da escala.&lt;br /&gt;A quarta fila proporciona os acordes diminutos, que são os que, junto à tónica e a terça menor soa a quinta diminuta ou quarta aumentada. Na escala de Dó, Dó-Mib-Solb.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34429180-6409743822473009273?l=acordeom.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://acordeom.blogspot.com/2006/11/preldio.html</link><author>noreply@blogger.com (Além)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item></channel></rss>